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Operação Desmanche é deflagrada em Livramento

28/09/2017

Mais uma edição da Operação Desmanche ocorreu no Estado do Rio Grande do Sul, desta vez, em Santana do Livramento nesta quinta-feira (28), interditou quatro estabelecimentos no município. Na ação, segundo o Tenente Coronel Cezar, cerca de 205 de toneladas de sucata automotiva serão apreendidas em um único estabelecimento. No Estado já foram 50 ações, com 86 prisões. Em Livramento até o momento, apenas uma detenção por crime ambiental. Enquanto havia atuação dentro do desmache, o POE fazia a segurança no entorno do local.

 

Lei dos Desmanches

A Lei dos Desmanches (lei federal 12.977) entrou em vigor em 20 de agosto de 2015, com o objetivo de combater a receptação de veículos roubados. Desde então, somente podem atuar no comércio de peças usadas empresas registradas no Detran. Essas empresas devem seguir uma série de requisitos e incluir cada uma das peças no sistema informatizado, vinculando-as à nota fiscal e à placa do veículo de origem. O Rio Grande do Sul possui hoje 281 empresas de desmanche registradas.

Força-tarefa

A força-tarefa foi designada pelo governador José Ivo Sartori para atuar na fiscalização dos estabelecimentos ilegais. Cada um dos órgãos envolvidos tem uma função específica nas operações. A Secretaria da Segurança Pública coordena o trabalho do grupo e também define os alvos, por meio do Setor de Inteligência. O Instituto-Geral de Perícias tem a função de identificar peças roubadas e atua na parte criminal das operações, juntamente com a Polícia Civil, que também efetua as prisões. O Detran autua administrativamente as empresas e coordena todo o trabalho de apreensão da sucata e sua destinação para reciclagem. A Brigada Militar faz a segurança da ação. 

Em Santana do Livramento estiveram atuando em torno de 40 pessoas, entre eles, membros do DEIC, da Delegacia Regional da Policia Civil, do Detran, IGP e a Brigada Militar através do Pelotão de Operações Especiais.


Consulta a peças

O consumidor também pode ajudar a desestimular o comércio ilegal de peças usadas, comprando somente em empresas credenciadas pelo Detran. Essas empresas têm na fachada o logotipo da autarquia, e cada peça é vendida com código de barras e nota fiscal eletrônica. Também é possível consultar, no site, a relação de empresas credenciadas. Nos chamados Centros de Desmanches de Veículos (CDVs), além da garantia de origem lícita, as peças passaram pelo aval de um responsável técnico, que atesta suas condições de segurança. 

 

 

 

 

 

 

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