Justiça de Canoas condena quatro pessoas por morte de motorista de aplicativo


A Justiça de Canoas condenou quatro homens pela morte do motorista de aplicativo Fábio Silva da Fontoura, ocorrida em 24 de agosto de 2016. Dois réus foram condenados a 16 anos de reclusão em regime inicial fechado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima). O terceiro foi considerado culpado também por homicídio duplamente qualificado e deverá cumprir 12 anos de reclusão em regime inicial fechado. Por sua vez, o quarto réu foi condenado por homicídio simples e à pena de cinco anos de reclusão em regime inicial semiaberto.


O Tribunal do Júri de Canoas, que durou dois dias entre a manhã de quinta-feira e a noite de sexta-feira passada, acatou a tese de acusação do Ministério Público, que foi representado em plenário pelo promotor de Justiça Rafael Russomano Gonçalves. A motivação do crime seria em virtude de desentendimentos anteriores entre o motorista de aplicativo e um dos réus que trabalhara com ele por anos como taxista e estava cobrando valores judicialmente em processo de reclamatória na Justiça do Trabalho.


O ex-empregado da vítima foi considerado pelo Ministério Público como o mandante do crime, enquanto um dos réus, trabalhador da construção civil, foi o intermediário dos contatos com os outros dois, um mecânico e um pedreiro, apontados como executores. A arma do crime foi entregue pelo ex-funcionário. 

Conforme a investigação da Polícia Civil, a vítima também realizava corridas de forma independente do aplicativo e foi atraída assim para uma corrida particular.


Ela deveria buscar alguém na rua dos Guaramirins, na vila Igara, em Canoas, onde acabou surpreendida pelos dois executores que atiraram seis vezes, inclusive pelas costas. O óbito da vítima ocorreu no local. A dupla recebeu a promessa de ganhar cerca de R$ 7 mil em pagamento pela execução.


Fonte: Correio do Povo

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