Itália tem menor número pacientes com Covid-19 em UTI em quase um mês



A Itália, país mais castigado da Europa pela novo coronavírus, dá indícios de lenta recuperação em meio à pandemia. Depois de registrar recorde de pacientes com cura clínica da Covid-19 nessa sexta, a nação italiana observa a quantidade de pacientes diminuir nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com o menor número de internados em quase um mês: 2.733 pacientes, uma redução de 79 leitos em relação a ontem. Esse é o índice mais baixo desde 20 de março, quando 2.655 italianos estavam internados neste regime.


O número de  hospitalizações também diminuiu na comparação com a sexta-feira. São 25.007 pessoas, uma queda de 779 pacientes em relação a ontem. Neste sábado, foram registradas mais 482 mortes pelo novo coronavírus, aumentando o número total de vítimas para 23.227, informou a Proteção Civil italiana. O número é inferior ao registado na sexta-feira (575). 


Confirmaram-se ainda mais 3.491 casos de infecção nas últimas 24 horas, praticamente o mesmo número do dia anterior (3.493). O total de infectados desde o início da pandemia é de 175.925.


Contudo, houve aumento no número de pessoas atualmente positivas: 809 ante 355 na sexta. Desses, 761 diagnósticos foram registrados na Lombardia, a região mais afetada pela pandemia. É o aumento mais significativo na Lombardia desde 12 de abril.


Preparação para o desconfinamento


Com a redução da quantidade de doentes, a Itália está ansiosa pela saída do confinamento. "Estamos nos preparando para reabrir em 4 de maio", afirma Atilio Fontana, governador da Lombardia, a região mais castigada pela Covid-19, com 12 mil mortos.


Em vigor desde 9 de março, as medidas restritas vão durar até 3 de maio. Mas o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, sofre uma forte pressão do empresariado pela reabertura de lojas e comércios. A ideia é apoiada por alguns membros do governo, como a ministra da Família, Elena Bonetti. "Algo precisa mudar nas duas próximas semanas para as crianças. Nossas crianças têm o direito de brincar", afirmou durante a semana.


Já as autoridades do sul do país – menos atingido pelo coronavírus – temem uma volta prematura à normalidade. Vicenzo De Luca, governador da região de Campânia, no sudoeste, afirma que, se o fim do confinamento atingir toda a população, pode ser decretada a proibição da entrada de italianos do norte.


Sinal de que a vitória contra o coronavírus ainda está longe, comboios militares transportaram na sexta-feira dezenas de corpos de Bergamo a Novara, no norte do país, onde as funerárias não conseguem mais atender a demanda devido à alta quantidade de óbitos.


Igreja do cemitério de Bérgamo vazia de caixões


"A igreja do cemitério de Bérgamo vazia. Finalmente". O prefeito da cidade italiana publicou neste sábado no Twitter uma foto do interior do templo sem os vários caixões que o local teve que receber por várias semanas devido à pandemia de coronavírus. A imagem e o tuíte ilustram a queda da pressão sobre a Itália e, em particular, a Lombardia, que sai de uma fase aguda da crise de saúde.


Membro do Partido Democrata, Giorgio Gori é prefeito da cidade de Bérgamo, considerada na Itália a localidade-mártir da pandemia. Em outra mensagem, publicada na quinta-feira, ele explicou que 795 de seus funcionários morreram entre 1º de março e 12 de abril.


Fonte: Correio do Povo

Foto: Miguel Medina | AFP

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