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Governo do RS pede ampliação de medidas econômicas e irá adquirir testes rápidos da Covid-19



Após participar de uma video conferência com integrantes do governo federal sobre o novo coronavírus, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, informou que o Estado articula junto com a União a ampliação de medidas econômicas para conter os efeitos da doença. Além disso, o Executivo gaúcho deseja adquirir em breve de 50 mil a 100 mil testes rápidos da Covid-19. 


"As nossas demandas na área econômica foram feitas porque o estado do Rio Grande do Sul, assim como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás, já não pagam a dívida com a União. Seja porque já aderiram ao regime de Recuperação Fiscal, seja por força das liminares que foram conquistadas junto ao STF. Então, o que foi anunciado pela União pouco atende os estados que já se encontram em dificuldade financeira. Será necessária a ampliação dessas medidas", disse Leite. 


Segundo Leite, entre os pedidos feitos em reunião com o governo federal estão a suspensão temporária do pagamento da dívida com os bancos públicos, assim como a extensão do não pagamento das dívidas com os órgãos internacionais. "Aí estão os contratos que o Rio Grande do Sul fez com o Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento). Queremos que estes contratos possam ser suportados pela União durante este período de calamidade e este saldo devedor seja incorporado. O governo federal disse estar estudando esta medida e garantiu estar aberto para discussões", assegurou o governador gaúcho, que relatou ainda a solicitação de um prazo de carência para o não pagamento de precatórios. "Queremos que o governo federal leve esta discussão ao Congresso para que se suspenda o pagamento neste período de calamidade", acrescentou. 


Testes rápidos 


O governador Eduardo Leite comentou que o Estado irá adquirir em breve de 50 mil a 100 mil testes rápidos da Covid-19 para agilizar o acompanhamento da doença. "Estamos nos organizando para a aquisição destes testes. Eles seriam usados em servidores da saúde e servidores das áreas essenciais. São testes para acompanhar a evolução do vírus, claro, com a parceria do ministério da Saúde. Estamos em contato com universidades e, possivelmente, a Universidade de Pelotas, que tem uma equipe de referência para coordenar este esforço. Assim poderemos fazer um trabalho com base em dados, definindo grupos específicos da sociedade, tudo para acompanhar a evolução do contágio e, dessa forma, traçar estratégias", explicou. 


Mudança de postura celebrada 


Questionado sobre as críticas do presidente Jair Bolsonaro à atuação de governadores durante a pandemia, Leite preferiu destacar a mudança de postura do chefe de Estado. "Mundo todo em lockdown. O Reino Unido, que era mais resistente, se rendeu a isso. Os Estados Unidos e a Europa como um todo. É um processo mundial. Agora, é claro que é preciso ter cuidado com o fechamento de todos os serviços porque, por exemplo, o de refrigeração afeta a manutenção de alimentos e remédios de hospitais. Então há uma cadeia nos serviços essenciais. Os motoristas de caminhão são fundamentais neste processo e até por isso colocamos no nosso decreto aquilo que não pode fechar", justificou.


"O presidente certamente teve uma primeira postura que não colaborou na coordenação de esforços, pelo contrário, fez com que governadores e prefeitos, de forma esparsa, tomassem as suas próprias iniciativas e isso gerou uma falta de coordenação que prejudicou a logística no país.

Agora saúdo o chamamento das reuniões com o governo federal", completou. 


Fonte: Correio do Povo

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