Escritora santanense conta sua história e fala de inspirações no Dia Nacional do Livro



Neste dia 29 de outubro é celebrado o Dia Nacional do Livro, e a reportagem do Sentinela 24H conversou com a escritora santanense Marcia Luisa Bastilho sobre seu gosto pela leitura, a inspiração por trás das suas obras o hábito da leitura nos tempos atuais.


O Dia Nacional do Livro foi criado em 1810 em comemoração a fundação da primeira biblioteca brasileira, a Real Biblioteca, no Rio de Janeiro. Naquela época, o RJ era a capital do país.


Como começou o gosto pela leitura, e de onde surgiu a ideia de ser escritora?


Não sei dizer exatamente quando comecei a gostar de ler, pois não tenho lembranças minhas que não estivesse lendo alguma coisa - qualquer coisa mesmo, desde revistas a livros da escola. Mas lembro do exato momento de quando percebi que apenas ler não era o suficiente: eu tinha 11 anos e li uma versão da escola de "Os Miseráveis" do Victor Hugo e foi a leitura que mais me prendeu, e lembro de ter fechado o livro chorando, porque eu tinha passado por tanta coisa junto com o protagonista que parecia que tinha acontecido comigo, então pensei: é isso, quero causar isso nas pessoas, essa emoção, ser capaz de tocar outras pessoas dessa mesma forma com um mundo criado por mim.


Quantas obras já publicastes, e qual a inspiração por trás delas?



São três: dois primeiros da série de vampiros The Burns - Chamas de Sangue e Cidade em Chamas, e o deste ano, A Garota do Aeroporto.


Para The Burns, eu estava na fase de consumir tudo de sobrenatural que eu encontrava, filmes, séries e, principalmente livros. Começou com uma brincadeira com a minha prima, a Debora, (de quem acabei roubando o nome pra mocinha da série), em que eu queria criar uma história de vampiros só com as coisas que eu gostava e que eu considerava imprescindíveis para uma história de vampiros: uma mocinha que é transformada e não sabe o que fazer, uma briga de poder para assumir a Liderança de algum clã, dois irmãos que foram criados para se matarem, muita luta (eu adorava filmes de ação, então quis colocar bastante briga), mas não podia faltar o principal: um romance. Me divertia muito escrevendo sobre coisas que eu gostaria de ler, que eu acho que é o principal na vida de um escritor.


Já para A Garota do Aeroporto, eu lembro de pensar em como seria se apaixonar por alguém à primeira vista e nunca mais encontrar essa pessoa, mas continuar apaixonada e o que poderia ser feito para encontrar essa tal pessoa depois de vários anos. Era tudo que eu tinha: dois adolescente se apaixonando e nunca mais se encontrando. Também me diverti muito escrevendo, mas foi um desafio: já que é a primeira história sem nenhum elemento fantástico que escrevo, apenas uma "vida normal".


Como tu considera o hábito da leitura nos tempos atuais?


Vejo muita gente falando sobre o hábito de leitura ter se perdido por causa das redes sociais, mas quem está bem no meio disso, sabe que não é bem assim: no Twitter e no Instagram existem milhares de perfis de gente novinha que lê MUITO e divulga as leituras. Acho que hoje se tem mais acesso, ainda que o livro esteja tão caro, mas existe os e-books que são mais acessíveis. E com o isolamento agora em 2020, deu para recuperar bastante público para o mundo da literatura. Os serviços de streaming têm feito várias adaptações de livros, o que leva muita gente ir procurar pelos livros depois de assistirem aos filmes ou séries.


Tens alguma dica para quem tem o sonho de escrever suas próprias histórias?


Acho que o mais importante é ler bastante e ler qualquer coisa; ler até encontrar aquilo com que mais se identifica, e escrever sobre o que gostaria de ler. No momento em que você se percebe se divertindo escrevendo e pensando em como adoraria ler sobre o que está sendo criado, é quando encontra a verdadeira história. E levar a sério como qualquer profissão, que requer estudo, requer exercícios, tentar escrever sempre que pode e aplicar na escrita o que encontra nos livros que lê. Mas nunca esquecer de se divertir, porque o leitor percebe quando algo é feito com carinho e dedicação.



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