Entre Vírgulas: O prazer de cheirar o livro!



Você é daqueles que pega livros, revistas, jornais, panfletos e cheira? Então não se preocupe, você não está louco, e eu lhe entendo perfeitamente. Também faço parte desse rol!


Esse prazer tem se perdido com a proliferação cada vez maior das leituras digitais, contudo o pessoal da velha guarda, de uma outra época na qual só tínhamos o concreto, o palpável, os amantes de livros, jornais e revistas impressos dificilmente deixarão deste prazer tão singular. Quando o leitor assíduo pega em suas mãos um livro impresso, seja ele novo ou velho será impossível deixar de observar o seu cheiro.


Seria isso uma loucura? Creio que não! Como em todos os aromas, a origem dos cheiros dos livros nos levam a vários componentes químicos. A maneira como são produzidos implica o tipo de papel utilizado, a tinta e até mesmo a encadernação. É claro que ai entram outros fatores também como o tempo de fabricação dos livros, revistas, jornais.


Com o tempo esse cheiro vai se modificando, e também a própria cor do papel, que nos livros antigos é amarelecido e a qualidade é bem inferior. Nos dias de hoje a qualidade do papel é superior aos utilizados antigamente.


Quando visitamos uma biblioteca ela tem um odor característico que nos enebria, encanta. Os jovens hoje não compreendem esse prazer, essa magia pois está longe da realidade deles.


E é por isso que eu não abro mão do meu velho hábito: ir na banca comprar revistas, livros, jornais e chegar em casa e ter o prazer de cheirá-los!


Essa ligação de um dos cinco sentidos primitivos (olfato) me leva para outra dimensão, que quem teve o prazer de viver, não esquecerá jamais!

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