DOM PEDRITO | Transporte escolar na zona rural debatido em audiência pública



O tema transporte escolar na zona rural foi debatido na noite de hoje (7), em audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Dom Pedrito. Pais, professores, vereadores e Executivo discutiram a questão. Na oportunidade, o secretário de Educação Marco Antônio Rodrigues anunciou medidas a serem implementadas no próximo ano – embora algumas proposições possam ser revisadas – e uma ação que se adotada, resolveria parte dos problemas relativos ao transporte.


A audiência foi aberta pelos vereadores Ricardo Schluter e Luiz Carlos Pinto Cruz, Caio, ambos da bancada do MDB, onde a questão foi apresentada. A preocupação dos pais sobre a falta do transporte escolar, a infraestrutura das estradas que, muitas vezes, inviabiliza a trafegabilidade, além dos problemas estruturais das escolas. Seguiu-se a fala do vereador Sérgio Roberto Vieira (MDB) que lembrou da visita de um parlamentar da cidade de São Gabriel, proprietário de uma empresa então prestadora de serviço de transporte escolar no município, que finalizou o contrato, onde cumpria a linha da Escola Técnica, entre outras. O vereador Renato Luiz Chiaradia (Progressistas) lembrou que a questão do transporte escolar é um problema histórico do município. Em 2016, disse o parlamentar, situação semelhante foi enfrentada.


O secretário Marco Antônio apresentou uma proposta para ser implementada a curto prazo, que incluí um calendário diferenciado para escolas rurais – poderá ser elaborada caso a caso. Os veículos do transporte também poderão adentrar até 5 km nas propriedades rurais para buscar alunos até o 5º ano, desde que a estrada oferece condições – proposta que pode ter revisão. O secretário reforçou que o transporte para os alunos da Escola Técnica está sendo feito com veículos do município.


Algumas mães também se pronunciaram sobre os problemas enfrentados pelos estudantes. Cecília Hernandez expôs sua preocupação e cobrou, além do transporte, melhorias na estrutura das escolas rurais, além de lembrar do estado precário das estradas. Andiara, mãe de dois alunos, salientou que mesmo em dias em que não há chuva, as crianças ficam sem ir à aula devido às condições das estradas. Em um caso mais grave, uma das mães, cujo filho estuda na escola Sucessão dos Moraes, disse que o estudante frequentou poucos dias letivos. Outra preocupação apresentada pelas mães é quanto a Ficha de Aluno Infrequente (Ficai), remetida pelas escolas ao Conselho Tutelar, entretanto, não por negligência, mas muitos estudantes não conseguem acessar as escolas pelos problemas de infraestrutura, logística e transporte.


O presidente do Conselho Tutelar, Rodrigo Borbosa, cobrou o Executivo sobre a questão. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante o direito das crianças frequentarem as aulas. O Ministério Público já está a par da situação.


Mário Augusto de Freire Gonçalves, prefeito, compreende a questão e disse que traz uma preocupação quanto ao êxodo rural, mas se mostrou otimista com as medidas anunciadas.


A proposta a longo prazo apresentada na audiência foi a adaptação de containers em salas de aula, a exemplo do que foi feito no município de Canoas. As estruturas seriam adaptadas com ventilação, ar-condicionado e isolamento adequado para, então, serem transformadas em uma “escola itinerante”, que possa ser transportada para diferentes localidades do município, reduzindo gastos com transporte e, ao mesmo tempo, uma escola mais próxima aos alunos, de acordo com a demanda.


Abertura de novas turmas ou, até mesmo, educandários, estão sob análise da Secretaria de Educação.



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