Delegada fala sobre mais de uma década de crimes de produtor de gincanas, ''Predador Sexual''



Na tarde desta quarta-feira (15), a equipe do Sentinela 24H entrevistou a Delegada Regional Ana Tarouco, que falou sobre o fechamento do inquérito do caso do produtor de gincanas em escolas que foi preso por pedofilia em 2019. O caso chamou a atenção, pois o mesmo fazia eventos para o público infantil e adolescentes, onde alguns deles atuavam nas peças com o autor do crime.


Segundo a Delegada Tarouco, a investigação do pedófilo teve fim a pouco e o material será entregue ao judiciário, "ele trabalhava com gincana nas escolas, além de promover eventos para o público infantil e juvenil. Na residência, foram realizadas varias fotos e vídeos. Ao longo dos meses conseguimos identificar 10 vitimas, hoje com idade entre 25 e 30 anos, sendo que o primeiro caso denunciado foi em 2004. O autor do crime se valia do fácil acesso das escolas, onde as vítimas eram adolescentes do sexo masculino. Ao longo dos elementos, como fotos, vídeos, sites pornográficos com adolescentes e varias temáticas abordadas pelo mesmo''.


Com o surgimento das redes sociais, o preso começou a ter interação através delas e do WhatsApp. "o caso chegou justamente com a desconfiança de uma mãe que denunciou, algo que a própria escola teve um pensamento contrário e julgou o adolescente, não dando os créditos ao mesmo pelo histórico agitado do mesmo no educandário", salientou a autoridade policial.


Sobre o histórico de crimes, a Delegada Ana explicou, "em 2004 teve a primeira denúncia, mas por falta de provas ele nunca havia sido preso. Com a investigação de agora e com os diversos arquivos e provas que foram coletados e analisados, como nudes, vídeos e somando pelo menos 10 fatos diferentes, o enquadramento do crime de exploração sexual de adolescentes é um fato, pois ele pagava pizza, comprava skate e outras formas de aproximação".


Alguns casos de pedofilia ocorreram dentro de escolas, declarou a Delegada para nossa reportagem, indicando o quanto era preocupante a situação. '''Por muitos anos, falhamos como seres humanos'', declarou ela sobre a demora desses casos virem a tona.


Com o termino da investigação, a Delegada pediu a prisão preventiva novamente do indivíduo enquanto o processo corre na justiça, devido ao perigo que o ''Predador Sexual'' representa para a sociedade e as suas vítimas.


Meninos que hoje já são homens, abriram o coração e relataram 10 anos depois as situações vividas com o criminoso. Alguns choraram, mas saíram aliviados por saber que o que passaram não ficaram impune, relatou a Delegada.


Foto: Ralph Quevedo | Sentinela 24H

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