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Com morte de bugio confirmada, Porto Alegre reforça recomendação de vacinação contra febre amarela

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre reforçou a recomendação da vacinação contra a febre amarela para todas as pessoas que não tenham sido imunizadas contra a doença, após a confirmação do aumento da circulação do vírus e da morte de um bugio na Capital devido à doença. Veja abaixo quem pode tomar a vacina.


Conforme a pasta, a medida é preventiva e considera o aumento do fluxo de viagens com o período de fim de ano.

A vacina está disponível em toda as unidades de saúde e recomendada para as pessoas que não têm comprovação da vacina registrada. O esquema varia de acordo com a idade:


  • bebês de nove meses devem receber uma dose, com reforço aos 4 anos

  • pessoas entre 5 e 59 anos que não tenham sido vacinadas, uma dose única

  • a partir dos 60 anos, somente podem ser vacinadas pessoas que apresentem atestado médico

  • a aplicação não é recomendada para gestantes


Pessoas que precisem ser imunizadas contra febre amarela e tenham recomendação para receber a nova dose da vacina bivalente contra Covid-19 podem receber as duas vacinas em uma única visita ao local de imunização, informa a prefeitura.


Foto: Cristine Rochol/PMPA/Divulgação

Casos de bugios mortos


No início de dezembro, foi confirmada a morte de um primata em Porto Alegre com febre amarela. O caso foi incluído em nota sobre o assunto da Secretaria Estadual da Saúde, que já informava a identificação da doença em animais em Caxias do Sul e Santo Antônio das Missões, em novembro. E em outubro já havia sido detectado em Riozinho, Três Coroas, São Borja e Santo Antônio das Missões.


A morte dos animais dos bugios sinaliza a circulação do vírus nas matas – ou seja, os animais funcionam como “sentinelas”, alertando sobre a presença da doença na região.


A febre amarela é transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes que habitam áreas silvestres. No ciclo urbano da doença – ausente no Brasil desde 1942 – o vetor do vírus é o mosquito Aedes aegypti. A doença tem alta letalidade, mas pode ser prevenida com a vacina. O homem e os primatas não humanos (PNH), como os bugios, são afetados pela doença, mas apenas os mosquitos transmitem o vírus.


Por g1 RS
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