Bebê é atingida na cabeça com munição disparada por arma de pressão

Uma bebê de 1 ano está internada em estado grave no Hospital de Pronto-Socorro (HPS), em Porto Alegre, após ter sido atingida na cabeça por um projétil disparado a partir de uma arma de pressão em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana da Capital. O caso aconteceu na sexta-feira (17).


De acordo com o delegado Peterson Benitez, a investigação sugere que um acidente envolvendo a irmã de 10 anos da criança. Ela estaria manuseando uma arma de pressão que pertence ao tio delas, em uma área próxima da casa onde ele vive, quando esta disparou e o projétil de chumbo atingiu a bebê. As duas estavam sozinhas. "Ela foi levada pela família até um posto de saúde de Barra do Ribeiro e, depois, para o hospital da cidade. Lá, se descobriu que havia um pequeno objeto dentro da cabeça dela, que se confirmou que era um chumbo pequeno. Por conta da gravidade da situação, houve o encaminhamento para o HPS. Agora, estamos apurando as responsabilidades", explica o delegado Benitez. Investigação No entendimento do delegado Benitez, o tio da bebê deve ser responsabilizado pelo acidente, pois é o proprietário da arma. Ele é caseiro de uma fazenda que fica no interior de Barra do Ribeiro, no limite com Mariana Pimentel.

A sobrinha, junto com as duas filhas, passava o feriado de Corpus Christi com ele. Em algum momento, a filha mais velha teria encontrado a arma, o que teria levado ao disparo acidental.

"Fomos ao local no sábado e ele entregou uma arma de pressão. Descobrimos que ele tinha outras duas armas: outra de pressão e uma de fogo. Como a arma de fogo não tinha registro, ele foi preso por isso e levado para a delegacia de polícia", conta o delegado Benitez.

Na delegacia, ele prestou depoimento, alegando que mantinha as armas por questão de segurança. Ele explicou que, normalmente, elas ficavam guardadas em um local afastado, mas que se descuidou na sexta e uma ficou ao alcance da sobrinha. "Houve uma lesão corporal culposa cometida pela menina. Como ela é inimputável e houve negligência por parte do tio, ele deve ser responsabilizado", relata Benitez. O caseiro foi liberado após pagar fiança no valor de dois salários mínimos e deve responder pelo crime em liberdade.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Fonte: G1/RS

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