Alerta pelo Coronavírus faz máscaras sumirem das prateleiras de farmácias em Porto Alegre

Quem está a procura de máscaras para se proteger do Covid-19, causado pelo novo coronavirus, vai ter dificuldade de encontrá-las em Porto Alegre. Na tarde desta quarta-feira, o Correio do Povo percorreu dez farmácias situadas na Rua dos Andradas, no Centro do Capital, e em nenhuma delas encontrou à venda qualquer um dos dois modelos comercializados – a cirúrgica, mais simples, e a N95, que lembra um bico de pato e é mais reforçada. Em alguns dos estabelecimentos, não há nem prazo de quando irão receber novas remessas. Em outras farmácias, a previsão de espera é de pelo menos 15 dias. Em apenas uma é que há previsão de receber mais desta mercadoria no próximo sábado.


A procura é tanta que falta máscara até em lojas de ferragens, já que a mesma máscara N95 é utilizada para proteger as vias aéreas de poeira em construção civil e reformas de imóveis, por exemplo. Em lojas especializadas em produtos hospitalares e odontológicos, ainda existe alguma coisa em estoque, mas não são muitas unidades. Quem bateu perna atrás das máscaras, ainda precisou pesquisar preços, já que em alguns casos, uma caixa com 50 unidades do modelo mais simples pode custar de R$ 26 a R$ 38, enquanto a bico de pato fica entre R$ 17 e R$ 20 a unidade.

Gerente de uma das farmácias pesquisadas, Marcos Sulivan afirma que a venda de máscaras aumentou 300% nas últimas três semanas. "A gente vendia uma caixa com 100 unidades por semana. Agora são umas três. No sábado passado vendemos as últimas e estamos tentando encomendar mais", relatou. Um outro aliado no cuidado na higienização, o álcool gel também saído bastante, mas ainda é encontrado com facilidade na maioria dos estabelecimentos. "Máscara está em falta. Estamos tentando encomendar. Faz 15 dias em que fizemos o pedido e até agora nada", contou a gerente de outra farmácia, Tatiele Teixeira. "Mas o álcool gel vai bastante. Chega na mesma velocidade em que sai."


Com o produto em falta nas farmácias, o consumidor tem se virado como pode. Em lojas especializadas em produtos odontológicos, frequentada geralmente apenas por dentistas, nos últimos dias, clientes não ligados ao ramo tem procurado os equipamentos de proteção nestes locais. "Não é algo comum aqui, conosco. Nesta semana já foi tudo", frisou o funcionário de um destes estabelecimentos, situado na Rua General Vitorino, Rodrigo Trindade. Na loja em que ele trabalho, havia apenas máscaras infantis, que são menores e tem estampa de bichinhos.


O funcionário público do Estado, Pedro Rech, 49 anos, de Canoas, foi atrás de máscaras na tarde desta quarta-feira. Até as 16h ele já havia ido em quatro lojas no Centro de Capital. "Eu trabalho com atendimento ao público e precisamos estar precavidos. Também uso bastante transporte público. Mas não dá pra comprar o que aparece. Depende do preço. Eu até achei, mas estava muito alto", revelou. Quem ainda desejar estender a busca, pode procurar na web. Os preços e modelos variam bastante. Há máscaras que custam R$ 80 a unidade e outras, com carbono ativo e tripla camada de proteção, com 100 unidades, é vendida por mais de R$ 180.


Para evitar contaminação, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.


Fonte: Correio do Povo


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