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PF investiga tentativa de homicídio contra líder indígena no RS


A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar uma possível tentativa de homicídio contra o líder indígena da reserva do Guarita, que fica na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. No sábado (19), a casa do cacique, Carlinhos Alfaiate, foi alvo de um incêndio e de ataque a tiros.

A reserva de 23 mil hectares fica entre os municípios de Redentora, Tenente Portela e Erval Seco. Nos últimos dias, policiais federais estiveram na região, em diligências preliminares e perícias, para coletar informações e identificar os autores.

Ao G1, Edmilson Alfaiate, filho do cacique, disse que o ataque ocorreu por volta das 18h30 do sábado, e só estavam os pais na casa.

"Eles chegaram atirando com arma de fogo. O alvo deles era matar o cacique, eu acho, pela quantia de armas que tinham. Cacique fugiu para o mato. Então, duas pessoas entraram na casa, derramaram gasolina e colocaram fogo", relata Edmilson.

Segundo ele, a mãe saiu da casa e não se feriu. "Perderam tudo. Ficaram só com a roupa do corpo", conta.

Edmilson disse que os pais estão bastante abalados com tudo o que aconteceu.

"Deixa um trauma muito grande, ser perseguido dessa forma. Essas pessoas não pensam nas famílias que podem sofrer com isso, estava conversando com o cacique. [A mãe] disse que quando dorme, ainda escuta aqueles tiros, parece que está vendo eles fazerem isso na casa", afirma.

Segundo o filho do cacique, no momento, os pais estão em outro local, em segurança. Ele conta que já haviam sofrido ameaças antes do que aconteceu no sábado.

"Buscavam restituir o cacique, dizendo que tinha alguma irregularidade na gestão, mas daí foi para o Ministério Público e não foi provado nada. Aí, para fazer uma retaliação, tudo mais, eles fizeram tudo isso. Eles viram que nos meios legais eles não iam conseguir, aí tentaram usar a força", conta.

Edmilson relatou ainda que na manhã de segunda-feira (21) duas escolas da região tiveram as aulas suspensas, mas que agora já estão funcionando normalmente. Ele acrescentou que a polícia está fazendo rondas pelo local com mais frequência depois dos ataques.

Fonte: G1 RS


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