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Nova escavação em busca de túneis nazistas de Ibirubá encontra parede de tijolos subterrânea


Depois de décadas de mistério, o município de 20 mil habitantes no Noroeste do Estado acredita finalmente ter encontrado vestígios da existência de túneis nazistas. Bombeiros localizaram nesta terça-feira (1º) uma parede de tijolos erguida dentro de uma tubulação de concreto enterrada a dois metros do solo.

As escavações foram autorizadas pela prefeitura do município, como noticiado pelo colunista Tulio Milman em setembro. A operação desta terça-feira foi montada pela prefeitura após outra escavação feita em agosto ter encontrado uma parede de concreto. Como não havia segurança nem autorização previa da prefeitura, o buraco foi tapado e o suspense permaneceu no ar. Hoje, eram 8h em ponto quando dois fiscais da Divisão de Trânsito de Ibirubá fecharam a Rua Flores da Cunha, em frente à praça central da cidade. Logo em seguida chegaram equipes da Corsan, do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Obras.

Ibirubá ganhou holofotes nos anos 1970 após ser apontada como refúgio de secretário de Hitler

Com uma broca de 60 centímetros de diâmetro, teve início a perfuração em um dos pontos onde testes geológicos apontavam a existência de anomalias subterrâneas. Em poucos minutos, a broca alcançou a mesma parede de concreto da incursão anterior.

Com o auxílio de uma retroescavadeira, o buraco foi aumentado. Logo se descobriu que tratava-se de uma tubulação de concreto. Nenhuma autoridade local, contudo, sabia do que se tratava. Não era da rede de abastecimento de água, tampouco de esgoto, nem mesmo servia à coleta de água da chuva.

Apesar do esforço dos soldados do Corpo de Bombeiros, que tentaram quebrar o tubo com uma alavanca de ferro, uma marreta pequena, uma marreta grande e uma cortadeira de concreto, a estrutura resistia. Foi preciso mais de 20 batidas com os dentes da retroescavadeira para a parte superior do tubo ceder. Não corria água lá dentro, mas logo subiu um odor fedorento. O tubo, com mais de 10 centímetros de espessura, continuava intrigando as autoridades.

— Não é da Corsan. A nossa rede corre do outro lado da rua. Não é de ninguém, nem da prefeitura. Não consigo entender como isso foi parar aí — comenta a gestora da unidade local da Corsan, Lia Denise Timann.

Com a tubulação aberta, continuaram as escavações. Voltou a broca, perfurou mais um pouco. Voltou a retroescavadeira e continuou o serviço. Quando havia condições para descida humana, um bombeiro retornou ao buraco. Ele entrou no tubo em direção ao fim da rua, andou alguns metros e voltou. Disse não ter visto nada de mais. Ele, então, seguiu pelo outro lado da tubulação. Caminhou por cinco metros e voltou. Lá debaixo, deu a notícia:

— Tem uma parede de tijolos ali.

Com máscara, lanternas e um tubo de oxigênio preso às costas, Bruno voltou aos subterrâneos. Foram minutos de suspense. Ao voltar, deu o tão aguardado anúncio.

— Tem túneis. Segue até a parede de concreto, depois dobra à direita e se vai também. O caminho tem cerca de 1,5 metro de altura, todo de concreto e com malhas de ferro trançado por dentro. É uma construção antiga, robusta e bem feita. Em cima da parede de tijolos, de 1,5 metro por 1,5 metro, tem uma laje. Ao lado da parede, tem uma bifurcação que dá para a direita. Eu andei por ali mais uns quatro metros, mas ele segue. Eu fui sempre agachado. Não aconselho ninguém a descer. Mas sem dúvida é um túnel — relatou o bombeiro.

A multidão que se acotovelava ao redor do buraco acompanhava tudo hipnotizada, de olhos estalados. Há túneis nos subterrâneos de Ibirubá. E a cidade está em polvorosa.

Moradores suspeitam que o município esteve na rota de fuga após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Imagens e informações da RBS


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