Judiciário santanense em greve nesta terça-feira


Na manhã desta terça-feira (24), servidores do Judiciário em todo o Rio Grande do Sul iniciaram uma paralisação aprovada em Assembleia Geral, realizada em Porto Alegre no último dia 17 de setembro.

Entre as reivindicações, a principal é contra a extinção de cerca de 5 mil cargos de Oficiais Escreventes. Além disso, os trabalhadores estão há mais de cinco anos com os salários congelados, não há plano de carreira ou qualquer mecanismo de valorização profissional, não há preenchimento de centenas de cargos vagos e nem abertura de concursos para suprir a demanda que trabalho que só aumenta, entre várias outras.

Cerca de setenta porcento da comarca de Sant'Ana do Livramento esta paralisada, com os trinta restantes trabalhando somente nos casos de emergência. Não há previsão para que as atividades se normalizem.

Nota Oficial

Servidores do Judiciário gaúcho iniciam uma greve a partir desta terça-feira, 24. A paralisação foi aprovada em Assembleia Geral realizada no dia 17 de setembro em Porto Alegre, atividade que contou com mais de 500 trabalhadores de todo o estado. A categoria exige que Administração do Tribunal de Justiça abra negociação sobre os principais pleitos dos trabalhadores, principalmente quanto à questão salarial e à extinção de cargos.

Além de forçar o avanço da tramitação na ALRS do projeto de lei 93/2017, que extingue os cargos de oficial escrevente do quatro funcional do TJRS e cria em substituição o cargo de técnico judiciário, com sistema de progressão na carreira, a cúpula do Poder Judiciário estadual não apresentou ao sindicato que representa a categoria, o Sindjus/RS, alternativa no sentido de possibilitar que os mais de 3500 servidores que ocupam este cargo atualmente não fiquem em um ''limbo'' funcional após a extinção. ''Teremos, em um mesmo local de trabalho, realizando as mesmas atividades, servidores com direitos e possibilidades e outros sem nenhuma perspectiva, criando uma situação absurda para os trabalhadores que hoje atuam na Justiça'', explica o coordenador geral do Sindjus/RS, Fabiano Zalazar. O sindicato inclusive elaborou proposta para o TJRS que prevê transformação dos cargos de oficial escrevente em técnico judiciário, mas não recebeu retorno sobre a análise da medida, apesar do compromisso estabelecido em audiência pública realizada pela Comissão de Segurança e Serviços Públicos (CSSP) da ALRS no dia 15 de agosto.

Durante a paralisação, servidores da comarca de Sant'Ana do Livramento estarão nos locais de trabalho para distribuir materiais explicando os motivos da greve e solicitando apoio da população ao movimento. Reconhecidos pelo CNJ por onze anos consecutivos como os mais eficientes do país, os trabalhadores do Judiciário gaúcho enfrentam cinco anos de congelamento salarial e falta de perspectivas de progressão na carreira. Fabiano esclarece que a categoria não reivindica ''nenhum privilégio, apenas a justiça. Fazemos nossa parte para prestar à sociedade um serviço de qualidade e garantimos ao Tribunal pela 11ª vez o reconhecimento nacional. A contrapartida que exigimos é respeito e dignidade''.


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