RS acolhe venezuelanos e projeto encaminha a empregos em diversas cidades


O Rio Grande do Sul recebeu na noite desta sexta-feira um grupo de 52 venezuelanos que vieram tentar uma vida nova no sul do país. Os imigrantes chegaram ao estado nos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e foram acolhidos pela Agência Humanitária da Igreja Adventista do Sétimo Dia (ADRA), que junto com as Forças Armadas desenvolve a Operação Acolhida, que encaminha as famílias para emprego e moradia no novo país.

Para domingo, são esperadas mais 77 pessoas que devem chegar ao estado e serem encaminhadas para trabalhos em diversas cidades do interior. A ideia é que as famílias possam se estabelecer no país, e para isso recebem como apoio encaminhamento para emprego e auxílios de moradia, alimentação e higiene. O projeto faz a ponte entre empresas brasileiras e venezuelanos que querem se instalar, permitindo que os imigrantes cheguem ao país já empregados. O projeto já trouxe mais de mil pessoas para o Brasil desde o ano passado, e a perspectiva é que até 2020 96 famílias sejam abrigadas em diversos estados.

Juan Carlos Cuenca, 53 anos, é uma das pessoas que veio ao país em busca de melhores condições de vida. Acompanhado da mulher e dos dois filhos, uma menina de sete anos e um menino de nove, ele desembarcou em Porto Alegre mostrando otimismo com o futuro que pode construir a partir de agora. Ele e sua família são uma das sete que irão para Rio Grande, Sul do Estado. Na cidade, Cuenca já tem um emprego garantido e se mostra grato pela oportunidade recebida. “Eu tenho sorte que me selecionaram para trabalhar aqui, vou começar a trabalhar no que for.”

Na Venezuela, Cuenca trabalhou em áreas diversas, e espera que esta disponibilidade lhe renda bons frutos. “Durante minha vida profissional fiz várias coisas, pintor, eletricista, e agora vou trabalhar no que seja e mostrar minhas habilidades. Vou mostrar que posso fazer várias coisas.” Duas coisas pesaram na hora de escolher para onde Cuenca levaria a família, o dinheiro e as perspectivas do Brasil. “É o país que mais me dá acesso, infelizmente a condição econômica do país não me permitia ir para mais longe. Então, eu pus na balança o que era melhor para meus filhos. E o Brasil dá permissão de trabalho, respeita os direitos humanos, então achamos ele mais atrativo que outros porque a expectativa era melhor aqui.”

Mesmo chegando cheio de sonhos e animado, Cuenca espera um dia voltar para sua terra natal, onde espera ajudar na melhoria daquele país. “Não somos pobres. Estamos empobrecidos. Vamos voltar à Venezuela e fazer ela grande”, diz ele ao projetar o retorno dos milhares de imigrantes que deixaram o país nos últimos anos devido à crise.

Fonte: Correio do Povo


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