'Dei dois passos, aquilo queimou e eu saí correndo', conta mulher que teve rosto ferido em a


Além das queimaduras no rosto, o ataque sofrido por Bruna Machado Maia, 27 anos, deixou a dona de casa traumatizada. Na noite de quarta-feira (19), ela retornava para a residência onde vive com o marido, no bairro Nonoai, em Porto Alegre, quando teve o rosto queimado por um líquido ácido. A dona de casa teria sido a primeira de cinco vítimas da série de ataques ocorridos na zona sul da Capital.

No momento em que o criminoso se aproximou, Bruna chegou a pensar que seria assaltada. Depois, acreditou que se tratava de uma brincadeira. Quando sentiu o rosto queimando, saiu correndo assustada:

— Até pensei que fosse um assalto no começo. Quando ele se aproximou ele tocou uma água em mim. Ele falou "olha a água". Eu dei dois passos, aquilo queimou e eu saí correndo. Não vi para onde ele foi — relata.

O homem que atacou a dona de casa estava em uma bicicleta e usava um capuz branco para tentar cobrir o rosto. O crime aconteceu na Rua Santa Flora. Quando percebeu que ele se aproximava, Bruna chegou a trocar o lado da calçada, mas foi seguida pelo criminoso. Ele carregava uma garrafa pet transparente na mão direita.

"Olha a água!", gritou ao arremessar o líquido.

A dona de casa tentou defender o rosto, mas acabou atingida pela substância. Ela buscou socorro no Posto da Cruzeiro, onde foi orientada a procurar a polícia.

— Achei que era só comigo, até então. Na sexta-feira, a gente soube do ocorrido de uma amiga nossa que estava fazendo uma caminhada e foi atingida pelo mesmo líquido. A gente não sabe se é o mesmo cara, porque estava em um carro — afirma.

Na sexta-feira (21), Bruna passou por exame de corpo de delito. Três dias após o ataque, ela ainda tem dificuldade de falar, por conta da dor gerada pelas queimaduras.

— Todo movimento que eu fizer no meu rosto. Tento falar, mexer, dói — conta.

Moradores assustados

Na Rua Santa Flora, os ataques deixam os moradores preocupados. Na manhã deste sábado (22), a especialista em marketing, Elizabeth Cabral, 66 anos, caminhava pelo local para ir até o mercado. Com medo de ser atacada, cuidava para se manter longe do meio-fio:

— Tenho medo de ter que correr. Vou ficar sempre de olhos bem abertos. Realmente vou me precaver mais do que normalmente — diz.

Fonte: GaúchaZH


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