Cabeleireira é agredida e estuprada pelo ex-companheiro em Alegrete


‘ Penso que se eu não me calar, vou ajudar muitas mulheres que sofrem relacionamentos abusivos. Que são mantidas em ‘cárcere’ devido a chantagem emocional ou física”- relatou uma mulher, vítima do ex- companheiro, na tarde de ontem.

Neste dia 8, Dia Internacional da Mulher, um relato triste e emocionante de uma cabeleireira que foi abusada sexualmente pelo ex- companheiro.

Na noite de ontem (7), ela procurou pelo PAT, depois de conseguir falar, diante do grande susto e choque. A vítima por diversas vezes chorou e não deixou de mostrar que está disposta a dar a volta por cima.

Segundo relato da cabeleireira, de 28 anos, ela está separada há três semanas. O relacionamento de dois anos teve fim, depois que o companheiro abandonou o lar.

Na tarde de ontem (7), por volta das 14:30, o acusado de 41 anos , chegou na residência, com a desculpa de que queria ver a filha do casal de 11 meses. Mas a pequena estava com uma vizinha. Na sequência, o homem entrou no quarto e disse que precisava pegar um documento. Quando a cabeleireira foi na porta, o casal iniciou uma discussão e o ex- companheiro a agarrou. Ele falava que ela tinha que ceder e os dois precisavam ficar juntos. A vítima tentou dizer que não, argumentar e até mesmo sair de forma pacífica, mas não foi possível. Eles entraram em luta corporal, mesmo assim, de acordo com a mulher, o indivíduo conseguiu consumar o ato. Ele tirou a roupa da vítima, a força. Durante a agressão e violência sexual, a cabeleireira lembrou que tinha uma Gillette perto da cama. Ela o mordeu e passou a lâmina no braço. Somente assim, o agressor parou e saiu correndo.

A filha do casal estava chegando com o avô, que demorou a atender, o que havia acontecido. A vizinha entregou a criança para o avô poucos minutos antes dele chegar no endereço.

A Brigada Militar foi acionada e a vítima encaminhada para realizar exame de corpo delito, o que deve ficar pronto em trinta dias. Até o resultado, o registro foi realizado como tentativa de estupro, mesmo a vítima relatando que o acusado conseguiu consumar o ato.

Ela apresentava lesões pelo corpo. Durante vários momentos da entrevista em meio as lágrimas, a cabeleireira ressaltou que teve uma infância difícil, depois perdeu a mãe e durante os dois anos de relacionamento com o acusado foi agredida e sofreu com a relação abusiva.

A mulher disse que desde que o acusado tinha saído de casa, não havia procurado para saber da filha do casal que vai completar um ano, na próxima semana. Ela acha que a atitude dele pode ter sido em represália porque foi na Praça Getúlio Vargas no carnaval de rua. Poderia ter sido ciúmes.

‘Que essa minha atitude, numa data tão importante para nós, mulheres, seja um incentivo para que elas possam se encorajar e denunciar’ _ finalizou.

A ocorrência foi na tarde de ontem (7), no Centro. A Brigada Militar atendeu.

Fonte: Alegrete Tudo


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