Marido oferece recompensa por informações sobre desaparecimento de contadora no RS


O marido da contadora Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, Paulo Landfeldt ofereceu nesta terça-feira uma recompensa para quem “der informações à polícia ou à justiça, robustas e concretas que possam elucidar defenitivamente (sic) a autoria do fato.” O anúncio foi feito na página de Landfeldt no Facebook. O homem que oferece a recompensa é justamente o suspeito de encomendar a morte de Sandra.

Sandra foi vista, com vida, pela última vez no dia 30 de janeiro de 2018 em Boa Vista das Missões. Durante quase um ano a polícia fez buscas ao corpo da contadora, sempre sem sucesso. A busca acabou no dia 21 de janeiro deste ano, quando uma ossada foi encontrada no interior de Palmeira das Missões, cidade próxima a Boa Vista. Quatro dias após os restos mortais serem encontrados, a perícia confirmou que o corpo pertencia a contadora.

Antes mesmo de encontrar o corpo, a Polícia Civil (PC) já havia denunciado o Landfeldt como cúmplice do crime. Ele, que é vereador em Boa Vista, chegou a ser preso pelo envolvimento no crime, mas responde o processo em liberdade.

Já o homem acusado de ser autor do crime segue detido na penitenciária de Palmeira das Missões. Ele chegou a confessar o crime e apontou o marido de Sandra como autor do crime, mas uma semana depois modificou o depoimento, declarando-se inocente e inocentado o vereador de qualquer envolvimento com o crime.

De acordo com o delegado Carlos Beuter, que comanda as investigações, o depoimento inicial do suspeito do crime tem sido levado em conta para apontar os autores do crime. “O réu em juízo calou, ou seja, não negou o envolvimento. E na PC apontou o esposo como mandante”, conjuntamente ao depoimento, Beuter ressalta que as investigações provaram “que Paulo entregou dinheiro ao réu”.

Estas são as principais provas apresentadas pela polícia até agora, já que a perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP) ainda não foi terminada. Segundo Beuter, ainda faltam respostas como a causa da morte e os assassinos utilizaram produtos químicos para acelerar a decomposição do corpo.

Mesmo sem o resultado da perícia, Beuter acredita ter elementos suficientes para levar os réus a júri. O delegado diz não ver problemas na demora na perícia, que ainda não liberou o corpo de Sandra. “Preferimos a correção da perícia do que a rapidez”, afirma Beuter.

Fonte: Correio do Povo


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