Quadrilha explode agência bancária no Vale do Rio Pardo


Uma quadrilha, formada por cinco criminosos fortemente armados, explodiu durante a madrugada desta sexta-feira uma agência do Banrisul em Tunas, cidade do Vale do Rio Pardo. A cidade, que tem pouco mais de 3 mil habitantes, acordou com o barulho da explosão. "Tremeu o município", disse um morador da região, que se assustou com o estrondo.

De acordo com o comandante da Brigada Militar (BM), o tenente-coronel Giovani Paim Moresco, a ação criminosa ocorreu por volta das 2h30min. Pelas imagens das câmeras de monitoramento foi possível ver que eles chegaram em um veículo preto à avenida Albino Martins Wendel. O quartel fica próximo ao banco e ninguém ficou ferido na ação.

“A ação foi com o uso de explosivos e a agência ficou danificada. Houve disparos de arma de fogo nas proximidades e, ao que tudo indica, eles fugiram logo em seguida. Foi tudo muito rápido e estimamos que foram usados, ao menos, três carros na fuga”, detalhou o comandante. A BM não sabe precisar se havia outro automóvel na chamada "segundinha", nome dado quando há outros indivíduos dando cobertura – à distância – ao ataque.

Informações preliminares dão conta de que os assaltantes levaram a quantia que estava no interior do terminal eletrônico. Além da ação na agência, os criminsos atiraram diversas vezes em direção ao quartel da Brigada Militar. O número de disparos não foi contabilizado e não há como precisar o tipo de armamento usado porque, até o momento, não foram encontradas cápsulas. O grupo ainda depredou uma viatura que estava no local. "Eu posso dizer que quando eles cometem esse tipo de ação, não estão atirando contra a BM, mas sim contra a coletividade, contra a sociedade. Temos um caminho longo para percorrer no sentido de coibir esse tipo de delito”, afirmou o tenente-coronel.

Região com estradas vicinais

Moresco explica que a cidade de Tunas e também outras localizadas no Vale do Rio Pardo têm uma característica peculiar: a grande quantidade de estradas vicinais e também a distância entre um município e outro. “Temos uma média de distância de 25 a 30 quilômetros, sem contar a quantidade de caminhos que podem ser seguidos. É uma situação que dificulta o trabalho policial, gera uma certo dificuldade para restabelecer a tranquilidade da comunidade.” O tenente-coronel diz que é a primeira vez que esse tipo de situação ocorre na cidade. “Na região, já tivemos outros delitos envolvendo explosivos, mas não aqui. A rotina é ter poucos delitos e quando ocorrem são de pequeno

potencial ofensivo”, acrescenta.

Fonte: Correio do Povo


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