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Suspeito de comandar organização que vendia carros irregulares na Fronteira Brasil/Uruguai é preso e


A Polícia Civil prendeu no início da tarde de quarta-feira (23) Samir Mohamad Izzat Rops Iossef, apontado em investigação como chefe de uma quadrilha que vendia carros roubados ou irregulares no Brasil para compradores do Uruguai.

Segundo o delegado Cristiano Ritta, o suspeito estava escondido no país vizinho, mas retornou e foi localizado em uma casa que já era monitorada pela polícia. Izzat será encaminhado para o Presídio Regional de Bagé, conforme o delegado. A polícia havia obtido um mandado de prisão preventiva contra ele.

Segue foragido Ayman Mohamad Ali Yacoub, primo de Izzat e também participante da quadrilha, como explica Ritta. Ambos foram indiciados por organização criminosa, receptação qualificada e adulteração de veículo, após as investigações que descobriram a venda ilegal de cerca de 500 carros.

O grupo é formado por pessoas da mesma família, naturais de Aceguá e descendentes de palestinos, conforme o delegado. A quadrilha foi alvo de uma operação no dia 8 de janeiro.

Venda pela internet

Samir chegou a negociar a compra de três carros com a reportagem da RBS TV, sem saber. Contatado após uma postagem oferecendo a compra, o homem passou a conversar com o repórter.

Na simulação, o repórter diz que tem três veículos populares para vender, que estavam com restrições da Justiça e busca e apreensão: um Corsa, ano 2004; um Pálio, 2008 e uma Saveiro, ano 1998.

O homem, que mora em Aceguá, ofereceu R$ 8 mil nos três veículos e o transporte para levar os carros de Porto Alegre para a fronteira. O repórter reforçou que os carros tinham os problemas, mas o homem garantiu (em áudio) que, se vendesse para ele, nunca mais o incomodaria e ainda revelou para onde mandaria os veículos.

Repórter – Esses carros estão todos enrolados. Se te vender não vai ter problema para mim?

Samir – Não. Depois que eu pego os carros, nenhum anda no Brasil mais. Só circulam no lado uruguaio, entendesse? Não tem mais problema. Tu pode ficar tranquilo. Não vai entrar multa, não vai entrar nada. É um carro que vai lá para dentro do Uruguai e nunca mais anda no Brasil.

O repórter explicou que os carros não estavam no nome dele. Samir disse que o importante era ter o papel deles.

Repórter – Os carros não estão no meu nome, tu compra igual?

Samir – Não tem problema, só tem que ter o papel. E não te incomoda mais. Meu guincheiro vai aí [Porto Alegre], olha as condições e se tiver tudo certinho te paga na hora.

Fonte: RBS TV


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