RS ganha oficialmente um Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar


O Rio Grande do Sul agora tem, oficialmente, um Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a partir do antigo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). A cerimônia de instalação ocorreu na tarde desta quinta-feira, na sede do 1° Batalhão de Polícia de Choque.

Segundo o comandante da unidade, o tenente-coronel Douglas da Rosa Soares, a data é histórica. “Esse é o momento de festejar a concretização de parte de uma jornada que começou há quase 30 anos, quando tivemos a primeira formação de operadores especiais junto ao comando tático 9, conhecido como CT9, que ficou inicialmente sediado dentro do 9º Batalhão de Polícia Militar”, relembrou.

Conforme Soares, da década de 1990 até hoje, a célula de operadores especiais cresceu e buscou conhecimento. Mais madura, ganhou reconhecimento e confiabilidade dentro e fora da Brigada Militar. Entre as ações desencadeadas estão atendimentos de ocorrências com reféns, artefatos explosivos, operações de inteligência, assim como de busca e captura em todo Estado. “Como exemplos, podemos citar a operação Diamante, a Pulso Forte, ações que trouxeram ao comandante-geral da Brigada Militar, coronel Mario Ikeda, a certeza de que era chegado o momento de propor a transformação do Gate em um batalhão, dando a esta unidade autonomia operacional e administrativa, ligada diretamente ao comando da instituição.”

A ideia se aliou à estratégia da instituição em dar apoio aos comandos regionais, através de duas linhas de ação. A primeira feita através dos batalhões de polícia de choque de Porto Alegre, Santa Maria e Passo Fundo. A segunda por meio do BOPE e do Batalhão de Aviação. “Só temos a agradecer a todos que ajudaram a transformar o batalhão em uma importante ferramenta para otimização das informações de inteligência e das ações operacionais e um resultado prático, que é dar apoio aos nossos policiais, quando precisarem”, acrescentou.

Ikeda ressaltou o aperfeiçoamento do trabalho e o treinamento constante dos policiais. “É um trabalho especializado com mínima margem de erro. Não há chance para errar quando são acionados, porque um erro gera um grande desastre”, disse. O vice-governador, Ranolfo Vieira Júnior, elogiou o desempenho dos policiais. “Desejo êxito na missão, a sociedade gaúcha muito acredita em vocês.”

Fonte: Correio do Povo


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