Sindicato lança nota alertando sobre paralisação dos serviços médicos em Dom Pedrito


O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), lançou nota alertando sobre possível paralisação dos serviços médicos na Santa Casa de Dom Pedrito, mediante a falta de renovação dos contratos. Os contratos encerram no dia 31. A nota também alerta sobre a regularização de algumas condições de serviços - confira na íntegra abaixo.

Entramos em contato com o provedor da Santa Casa, Luiz Carlos Moraes Costa, que explicou que os contratos são renovados anualmente e o Sindicato realiza um movimento no sentido de pressionar a renovação, que seria em dezembro, entretanto, não foi possível realizá-la no mês passado pela ausência do prefeito. Moraes diz que uma reunião está marcada para o dia 18 com os profissionais.

Ele lamenta a pressão realizada pelo Sindicato,. A Santa Casa ainda aguarda uma proposta oficial para renovação. Obstetrícia, pediatria, anestesia e cirurgia são as especialidades que deverão ser renovadas, além dos atendimentos clínicos.

Confira a nota do Simers:

O Simers faz um alerta: a população de Dom Pedrito corre risco de ficar sem assistência na saúde a partir do final de janeiro. No próximo dia 31 encerram-se os contratos de sobreaviso dos médicos que atuam na obstetrícia, pediatria e cirurgia da Santa Casa de Misericórdia do município. Caso os contratos não sejam renovados, há o risco iminente de encerramento dos serviços de maternidade e cirurgia. Dessa forma, os doentes e pacientes terão que recorrer a unidades de saúde de outros municípios.

A entidade médica e os profissionais também chamam a atenção para a falta de condições de trabalho na casa de saúde. Os problemas foram relatados pelo Simers ao Cremers em notificação protocolada em agosto passado, sem que providências tivessem sido tomadas. Entre os problemas estão: ausência de local adequado para as prescrições e evoluções médicas; ausência de comissão de ética e de infecção hospitalar; ausência de uma segunda sala cirúrgica para procedimentos contaminados; ausência de padronização do uso de antimicrobianos e dificuldade na obtenção de exames laboratoriais, de ultrassom e tomografia.


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