Dois homens são presos em ação contra golpe na entrega de casas pré-fabricadas no RS


Mais uma fraude da casa pré-fabricada é alvo da Polícia Civil. Dois golpistas, de 50 e de 30 anos, foram presos nesta quinta-feira em operação deflagrada pela Delegacia Especializada na Defesa do Consumidor (Decon) do Departamento Estadual de Investigações Criminais com o objetivo de desarticular um esquema de estelionato. O crime era aplicada contra vítimas residentes em diversas cidades gaúchas, como Porto Alegre, Viamão, Santa Maria, Igrejinha, Torres, Capão da Canoa, Gravataí, Joia e Bossoroca.

Os homens detidos eram sócios-proprietários de duas empresas que se apresentavam como fabricantes de moradias pré-fabricadas e tinham sede em Gravataí. Um deles possui 15 registros de ocorrências pelo mesmo tipo de delito. A ação policial resultou na apreensão de cerca de R$ 3 mil em dinheiro e apreensão de um Ford Fusion, avaliado em R$ 40 mil. Titular da Decon, o delegado Rafael Liedtke estimou que 15 lesados tiveram juntos um prejuízo em torno de R$ 300 mil.

As investigações começaram há cinco meses a partir de denúncias. Conforme o Liedtke, a fraude consistia em induzir as vítimas em erro mediante o artifício de lhes prometer a construção de casas próprias mais baratas do que os preços efetivamente praticados convencionalmente no mercado, obtendo, diversas vantagens econômicas. De acordo com ele, após o recebimento dos valores relativos à entrada prevista no contrato, os responsáveis pelas duas empresas não cumpriam com a totalidade do objeto do acordo firmado para construção das casas próprias das vítimas.

Em alguns casos, apenas os alicerces da residência eram construídos. Em outras situações, as obras nem mesmo tiveram início. O trabalho investigativo da Decon chegou à conclusão de que as residências pré-fabricadas jamais seriam entregues às vítimas. Os presos foram conduzidos à sede da Decon para prestarem depoimentos e demais procedimentos legais.

Ao final do inquérito, o delegado Rafael Liedtke pretende indiciar a dupla de golpistas pela prática, em tese, de diversos crimes de estelionato e também de associação criminosa. A pena para estelionato, em caso de condenação, é de cinco anos de prisão e para associação criminosa é de três.

Fonte: Correio do Povo


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