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Agroquímico aplicado incorretamente na soja estaria prejudicando outras culturas em Dom Pedrito e Li


Foto: divulgação

Uma matéria publicada por GauchaZH, aponta que o resíduo da deriva (produto que não atinge o alvo) de um agrotóxico nas lavouras de soja, principal cultura agrícola do Estado, é apontado como causador de perdas em vinhedos e pomares de oliveiras nas regiões da Campanha, Fronteira e Centro. De acordo com ZH, já existia uma desconfiança, que foi comprovada pela primeira vez, a presença do princípio ativo 2,4-D nas plantas afetadas - das 53 amostras analisadas pela Secretaria da Agricultura em 18 municípios, 52 tiveram laudos positivos, atingindo 47 propriedades.

Em cidades da região, como Dom Pedrito, Bagé, Santana do Livramento e Candiota, propriedades, mesmo distantes das lavouras de soja, acabaram atingidas. Os resultados serão encaminhados ao Ministério Público, que está com inquérito aberto desde 2015 – as maiores perdas foram registradas na Campanha, região de origem do inquérito.

Zonas Afetadas

ZH disponibilizou um mapa onde é possível verificar os municípios afetados.

- Dom Pedrito – quatro videiras e um campo nativo;

- Santana do Livramento – 11 videiras, uma oliveira e uma pastagem;

- Bagé – quatro videiras, um milho e um cinamomo;

- Candiota – três videiras, uma oliveira;

De acordo com ZH, A promotora de Justiça Anelise Grehs, responsável pelo inquérito sobre deriva do 2,4-D, não descarta a apresentação de ação judicial para suspender a aplicação do agrotóxico no Rio Grande do Sul. Seria a medida mais radical. Também é opção delimitar zonas de exclusão, o que significaria criar áreas geográficas em que o produto não poderia ser aplicado. Anelise também considera a hipótese de acordo com produtores para a utilização de outro herbicida que não seja o 2,4-D, opção por hectare em média R$ 20 mais barata do que outros produtos da classe.

O presidente da Farsul e produtor rural bajeense, Gedeão Pereira, diz que o conflito existe e deve ser resolvido com treinamento, pois a proibição não é a solução, para tanto, sindicatos rurais podem intensificar programas de deriva zero.

A presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, Clori Peruzzo, salienta que o problema é que a aplicação ocorre no período de floração das parreiras. As plantas acabam enrugadas, abortam as floras e interrompem o desenvolvimento.

Para a empresa fabricante do agroquímico, a aplicação incorreta é apontada como a única razão para o deriva.

Informações de GauchaZH


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