Safra de soja deve aumentar 9% no Rio Grande do Sul


Sem maiores riscos climáticos previstos e com o plantio de soja praticamente encerrado, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção de oleaginosa no Estado alcance 5,78 milhões de hectares, alta de 1,5% em relação ao ciclo anterior. Com isso, a produção deve ser 9% maior do que no ano passado, quando a área foi menor e houve perdas devido ao clima. Devem ser colhidas 18,69 milhões de toneladas do grão no Estado em 2019.

A área extra de cerca de 85 mil hectares tem origem, ao menos em parte, na retração do tamanho da lavoura de arroz, que encolheu 65 mil hectares. Os dados integram o terceiro levantamento da safra 2018/2019, da Conab. A queda na área do arroz é estimada até o momento em 6%, reduzindo o espaço dedicado à cultura para 1,01 milhão de hectares. E as razões para a desistência são muitas, do elevado custo de produção à descapitalização do produtor, passando pelo elevado ingresso de arroz proveniente de outros países do Mercosul. "Pelo que coletamos de informações entre 19 e 23 de novembro, parte dos produtores que não semearam arroz estão indo para a soja. Isso onde o solo permite, e especialmente na Campanha, como em Bagé, Dom Pedrito e Rosário do Sul", diz o superintendente Regional da Conab, José Ramão Kuhn Bicca.

A safra gaúcha como um todo, pelos cálculos da Conab, terá 35,174 milhões de toneladas, com alta de 5,5% em relação à safra 2017/2018. No ciclo passado, houve perdas na soja, em parte do Estado, e também no trigo. Em todo o Brasil, terceiro levantamento da área plantada com grãos no Brasil aponta para estimados 62,5 milhões de hectares, com perspectiva de aumento de 1,2% em relação à temporada passada. No Rio Grande do Sul, as condições climáticas na maior parte do período inicial do plantio da soja foram consideradas "ótimas". Houve, porém, ocorrência de chuvas com grande intensidade no final de outubro e início de novembro, que prejudicaram a germinação das lavouras. A Conab estima que por isso em torno de 5% da área necessite alguma operação de ressemeadura.

Fonte: Thiago Copetti/Jornal do Comércio


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