• G1/RS

Polícia Federal instaura inquérito para apurar causas de intoxicação em prédio da UFSM


A Polícia Federal decidiu instaurar um inquérito para apurar o que causou a intoxicação de pelo menos 20 pessoas na manhã desta quinta (25), no antigo prédio da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Região Central do estado.

O delegado Tiago Welfer diz que os funcionários que passaram mal não deveriam estar no local, e que é preciso apurar se houve falha de comunicação.

Segundo a PF, os envolvidos podem responder por crimes como lesão corporal e crime à vida, dependendo dos problemas que as pessoas apresentarem.

O reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, disse em coletiva de imprensa no fim da manhã que irá abrir uma investigação interna. “Todas as responsabilidades serão apuradas, seja da empresa, seja da universidade. A responsável primeiro é a empresa que fez o procedimento todo, porque ela foi contratada para isso”, diz.

“Houve descuido. Houve negligência. Quem é responsável por isso? Importa? Não importa muito, o que importa é como está a saúde das pessoas que sofreram agressão por parte desse agente de dedetização”, completa o reitor.

Por volta das 9h, uma fumaça causada pela dedetização tomou conta do prédio. Os alunos e professores da universidade haviam sido avisados do processo e não estavam no local.

O Corpo de Bombeiros da cidade evacuou o edifício e as pessoas que passavam mal com falta de ar e tosse foram levadas a hospitais, mas sem gravidade.

A Vigilância Ambiental em Saúde da prefeitura disse que o prédio deveria ter ficado fechado por 24 horas depois da aplicação do produto. “Quando você faz a aplicação, você faz uma comunicação dois ou três dias antes, para que as pessoas saibam. Geralmente você suspende as atividades por 24 horas pelo menos. Se uma pessoa tem rinite ou sinusite, isso acaba sendo potencializado”, diz o veterinário Carlos Flávio Barbosa da Silva.


20 visualizações0 comentário

© Copyright 2019 Sentinela 24h. Desenvolvido por Gath Soluções