Heinze e Paim são os senadores eleitos no RS


Luis Carlos Heinze

Luis Carlos Heinze é o novo senador do Rio Grande do Sul. O candidato do PP, que até um dia antes da eleição aparecia em quarto lugar nas pesquisas, obteve uma virada que surpreendeu seus adversários. Quando a apuração atingiu 95,70%, Heinze estava com 21,86% dos votos válidos. Ele mantém o PP como um dos representantes gaúchos no Senado.

Natural de Candelária, Heinze, 68 anos, foi prefeito de São Borja de 1993 a 1997. No ano seguinte ingressou pela primeira vez na Câmara Federal, onde permaneceu até a atualidade. Neste ano, o engenheiro agrônomo e produtor rural se lançou pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Porém, numa ação envolvendo o PP e o PSDB em nível nacional, o partido, aqui no Estado, se uniu à candidatura de Eduardo Leite.

A senadora Ana Amélia, que iria tentar a reeleição, foi para a chapa de Alckimn como vice e Heinze entrou na vaga para o Senado. O PP, mais uma vez, ficou sem candidato majoritário. Heinze, na reta final da campanha do primeiro turno, declarou apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL).

O parlamentar lembrou que tem uma relação pessoal antiga com o candidato do PSL. “Trabalhamos juntos em muitas matérias. Nos conhecemos há 20 anos e eu já havia me comprometido com ele”, afirmou. Heinze falou que externar sua posição é também para ficar em paz com sua consciência. “Não podia mais aguardar, ficar me remoendo e traindo minha base eleitoral, amigos e família.”

Paulo Paim

Paulo Paim foi reeleito para o Senado Federal pela terceira vez. Com 98,38% dos votos apurados, s senador pelo Partido dos Trabalhadores obteve 17,73% dos votos válidos, ficando com a segunda vaga. Luis Carlos Heinze foi o senador mais votado. O trabalho do senador, reconhecido na defesa pelos direitos dos trabalhadores e aposentados, seguirá pelapróxima legislatura.

Sobre a eleição presidencial, Paim disse que a derrota do PT (1º turno) se configura como um protesto do eleitor brasileiro. "O eleitor brasileiro fez quase que uma varredura dos partidos e votou naqueles que se vincularam especificamente à figura do candidato que se apresentou como o salvador da pátria. É muito preocupante e vai ter de ser feita uma severa autocritica para que se busque alianças e se consiga defender os direitos sociais do nosso povo no Parlamento", alertou.

Natural de Caxias do Sul, Paulo Paim, 68 anos, construiu sua trajetória política em Canoas, na Região Metropolitana. De família humilde, começou a trabalhar ainda criança. Na adolescência, ingressou no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), onde fez o curso técnico de matrizeiro e ferramenteiro paralelo ao ensino médio. Em 1981 chegou à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas. Fez carreira sindical, chegando a ser vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 1985. Um ano depois foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul, sendo deputado constituinte e reeleito por quatro mandatos consecutivos. Em 2002 se lançou como candidato ao Senado. Eleito, foi vice-presidente no biênio 2003/2005 e entre 2007/2009 foi presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa. É o autor do projeto de lei que criou o Estatuto do idoso e co-autor do projeto original da lei brasileira de inclusão de 2015, que criou o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Na reeleição, em 2010, foi o mais votado do Estado, com mais de 30% dos votos válidos.


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