Livramento aposta que primeiros free shops brasileiros serão de empresas internacionais


Há meses recebendo executivos de empresas do chamado "varejo de viagem", Santana do Livramento aposta que os primeiros free shops no município serão de empresas internacionais. Na semana passada, inclusive, o diretor de expansão da Dufry, Pedro Henrique Custódio, levou o diretor da empresa no Brasil, Gustavo Fagundes, para conhecer o município e o imóvel para a primeira operação. A empresa tem sede mundial na Suíça.

Ainda em março, a coluna Acerto de Contas divulgou que o primeiro free shop da Dufry seria no Rio Grande do Sul: Primeiro free shop terrestre da Dufry será no RS

Secretário de Desenvolvimento Econômico de Livramento, Calico Grisolia diz que o DFA também está com a prospeção avançada. Este companhia tem sede global nos Estados Unidos.

Segundo Grisolia, são as empresas internacionais que estão com o trabalho mais avançado para finalmente abrirem lojas francas terrestres brasileiras. A expectativa é que agora estes investimentos deslanchem, já que na sexta-feira (28) a Receita Federal comunicou a homologação do software, que era o último entrave da novela dos free shops, iniciada em 2012 quando a lei foi aprovada.

A informação foi confirmada pelo delegado da Receita Federal em Santana do Livramento. Adilson Valente esclarece que, agora, os interessados em abrir free shops nas cidades de fronteira já podem procurar a Receita Federal dos seus municípios.

- Apesar de a autorização ser emitida pela superintendência, o empresário deve procurar a unidade municipal, que é onde se processa o pedido de abertura - explica o delegado.

São 32 municípios autorizados a ter free shops brasileiros. No Rio Grande do Sul, ficam onze deles: Aceguá, Barra do Quaraí, Chuí, Itaqui, Jaguarão, Porto Mauá, Porto Xavier, Quaraí, Santana do Livramento, São Borja e Uruguaiana.

Com a possibilidade de finalmente os free shops brasileiros saírem do papel, as perspectivas econômicas para a Fronteira são animadoras, ressalta Jairo Zamberlan, presidente da Associação Comercial e Industrial de Santana do Livramento. Segundo ele, será feito um levantamento de lojas que querem abrir free shops. Também será feita uma reunião com empresários, contadores e Receita Federal.

Há um projeto para construir um shopping de 40 mil metros quadrados para a área onde ficava o frigorífico Swift Armour. A ideia é ter free shops brasileiros e também outras operações. Quem sabe até hotel e cassino.

Tem ainda um outro empreendimento que está bem avançado. O Complexo Termal Amsterland é um investimento de R$ 30 milhões e está em obras já, mas a novidade é que terá também um hotel. A ampliação do projeto eleva o aporte para R$ 55 milhões.

Regras de compras

A cota máxima de compras é de US$ 300 por CPF ou o equivalente em outra moeda a cada intervalo de 30 dias em compras de produtos nacionais. Já o excedente em mercadorias importadas terá taxa de 50%. O software fará este controle e também quanto à quantidade de alguns itens: - Bebidas alcoólicas - 12 litros - Cigarro - 20 maços - Charutos ou cigarrilhas - 25 unidades - Fumo preparado para cachimbo - 250 gramas

Ainda se tenta manter a cota para brasileiros comprarem em free shops estrangeiros quando estão em viagens terrestres. Com a abertura das lojas francas no Brasil, o limite cairia de US$ 300 para US$ 150. Se aumentar, o consumidor poderá gastar um total de US$ 600 sem pagar tributos sobre o excedente. Metade de cada lado da fronteira.

Fonte: Gáucha ZH