Manifestantes entram em confronto com a BM em frente à refinaria após anúncio de greve dos petroleir


Um grupo de manifestantes entrou em confronto com a Brigada Militar na manhã desta quarta-feira (30), em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O ato reúne funcionários da Petrobras e integrantes de centrais sindicais, que apoiam a paralisação dos petroleiros, que foi anunciado na terça-feira (29), e teve início a partir da 0h, em todo o país.

Nas imediações da Refap, foram lançadas bombas de efeito moral pela Brigada Militar em direção aos manifestantes, por volta de 7h30. Conforme o comandante do Comando de Policiamento Metropolitano, coronel Eduardo Amorim, apenas foram retirados manifestantes que bloqueavam a BR-116 e levados para a calçada em frente à entrada da refinaria.

Diferentemente dos dias anteriores, a concentração de pessoas acontece em frente à entrada e saída dos funcionários da Refap, e não mais no local onde chegam os caminhões. Apesar da greve, o funcionamento da refinaria segue normal e o abastecimento não está alterado. O que aconteceu, segundo os manifestantes, foi que o turno da noite não saiu do local, e o da manhã não entrou.

Os trabalhadores pedem que sejam revistos os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, são contra a privatização da Petrobras e pedem pela saída do presidente da estatal, Pedro Parente. A greve, conforme o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro), tem duração prevista de 72 horas.

Problemas anteriores:

Próximo ao local, um caminhão-tanque colidiu contra duas viaturas da Brigada Militar na noite de terça-feira (29) após ter os cabos de freio arrancados por um homem que foi preso. O caso aconteceu em frente à sede de uma distribuidora de combustíveis localizada a poucos metros da Refap, quando um homem subiu em cima do caminhão e arrancou os cabos, o que fez com que o veículo batesse nas viaturas.

Também durante a noite de terça, pedras foram arremessadas contra policiais militares que estavam próximos à refinaria. A polícia usou bombas de gás para dispersar os manifestantes.

Ainda na segunda-feira (28), cinco caminhões-tanque tiveram mangueiras de abastecimento cortadas por manifestantes durante a chegada dos veículos à Refap. Conforme a Brigada Militar, os danos aconteceram no momento em que os caminhões passavam perto de um protesto que reuniu cerca de mil pessoas.

Fonte: G1/RS


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