Legítima defesa, 'poderia estar ali' e terço de gratidão: Pessoas contam detalhes do assalto


Na manhã desta segunda-feira (16), muitas famílias acordaram tensas ao saber que Santanenses e Riverenses estiveram sob a mira de homens armados na BR-290. A pedido das vítimas, com medo de represália, manteremos suas identidades em sigilo.

Ato de Bravura

Vários passageiros informaram que o policial estava no interior ônibus que fazia a linha Rivera-Porto Alegre, deslocando pela BR-290, quando na cidade que Butiá o policial militar visualizou que o ônibus estava fora de rota, neste momento o Soldado deslocou até a cabine do motorista e visualizou que se tratava de um roubo em andamento, onde teria três indivíduos juntamente com o motorista. Momento este um dos indivíduos efetuou um disparo acertando o motorista de imediato policial, para acessar a injusta agressão, revidou efetuando disparos contra os agressores, vindo a alvejar um deles que entrou em óbito no local os outros dois indivíduos fugiram em um veículo. O soldado então encaminhou o ônibus dirigido pelo segundo motorista para o hospital, na cidade de Bútia onde o socorreu o motorista e o assaltante. O Capitão Lima e outro policial local entraram em contato com o militar que está bem, onde já está sendo apoiado por uma guarnição da cidade. A ocorrência foi confeccionada em principio, na cidade Bútia.

Estilhaço e gratidão

O buraco maior visto em todas as mídias foi no ônibus, na frente no segundo piso. Naquela poltrona estava sentada uma freira, que estava indo para o Ceará, e ficou ferida por estilhaços de tiros de fuzil desferidos por um dos assaltantes. No momento em que o policial respondeu aos disparos dos bandidos, um dos ladrões, que estava no segundo andar, abriu um buraco nos furos feitos pelas munições e em um ato de desespero se atirou daquele buraco para fugir. Machucada, a freira foi ajudada por uma Santanense que após conversar por alguns momentos e se solidarizar coma idosa, ganhou o respeito, a gratidão e um terço da madre.

Susto ao saber do ocorrido

Um Santenense, universitária em Porto Alegre, contou em sua rede social que por muitas vezes faz viagem nesta linha e ao acordar pela manhã e saber do drama das pessoas por passar por uma experiência como essa, tentou se colocar no lugar delas, "eu sempre faço essa viagem, por alguns fatores, está segunda-feira não viajei, "poderia estar ali" e sensação horrível", escreveu a moça.

O drama de várias famílias

A filha de uma das passageiras relatou ter acordado com um chamado telefônico, onde a mãe "calmamente" contou o que havia acontecido. Sem a mesma calma, a filha respondeu que queria saber todos os detalhes do ocorrido e em principal, se era verdade que sua mãe estava bem ou era apenas para confortá-la. "Certeza que não fui somente eu que pensei e questionou estes mesmos temas, pois não é fácil saber que sua mãe foi vítima de um assalto", frisou. A jovem explicou que sua mãe e outro rapaz foram os primeiros a serem abordados e que tiveram a arma colocada na cabeça deles, quando foi pedido que esvaziassem suas bolsas para que os objetos da vítimas fossem colocados dentro delas.

Vida após Butiá

O ônibus foi periciado ainda pela manhã e os passageiros chegaram a capital por volta das 11h 45min.

Realizaram a cobertura deste triste fato e desejamos que todos sigam suas vidas, mesmo sabendo da experiência desagradável que tiveram na mão de bandidos. Ao policial, o mais sincero reconhecimento do Sentinela 24H.


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