Ex-Comandante do 2º RPMon anuncia aposentadoria através das redes sociais


À frente do Presídio Central desde março de 2015, o tenente-coronel Marcelo Gayer anunciou, na véspera de Natal, em sua página pessoal no Facebook, que está se despedindo da ativa na Brigada Militar. O oficial deve ir para a reserva no final deste ano. De acordo com o comando da Brigada Militar, ainda não há definição de quem substituirá Gayer na direção da prisão mais problemática do Estado.

Em seu texto de despedida, o tenente-coronel resumiu: "Foram mais de 30 anos dedicados à Gloriosa Brigada Militar. Chegou a hora de tomar a difícil decisão de ir para a reserva desta importante instituição. Meus objetivos foram todos alcançados e acredito ter contribuído o suficiente para a segurança de nosso Estado".

Quando Gayer assumiu a força-tarefa da BM no Presídio Central, fazia poucos meses que o Pavilhão C havia sido derrubado por ordem do então governador Tarso Genro (PT). E ele foi enfático na crítica àquela atitude.

— Eu não teria demolido o pavilhão — declarou no dia da posse.

A capacidade da casa prisional ficou abaixo dos dois mil presos. Logo, a Justiça determinou a interdição da cadeia para a entrada de presos condenados. Em meados de 2016, houve o ápice da superlotação histórica do Central, com 4,6 mil presos para 1,8 mil vagas.

Nos últimos meses, o diretor enfrenta uma nova crise. Completaram dois meses que 97 presos estão no pátio de um dos pavilhões do Central. Depois de uma tentativa frustrada de negociação pelo próprio comando da cadeia, atualmente a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) está encarregada de encontrar uma solução para o impasse que envolve a disputa de poder entre facções criminosas atrás das grades.

A lotação do Presídio Central coincide com um fenômeno do atual comando da segurança pública. Nos últimos 10 anos, o governo de José Ivo Sartori (PMDB) é o que mais prendeu e menos criou vagas em prisões. O Rio Grande do Sul enfrenta um déficit de 12,5 mil vagas no sistema prisional. Há 8,6 mil presos a mais no Estado do que no final de 2014.

Em Santana do Livramento

No 2º RPMon, o na época Major, Marcelo Gayer chegou em 2011 como sub comandante do "Heróico" e chefe da Inteligência. Após, foi promovido a Tenente Coronel. Em 2014 assumiu o Comando do 2º RPMon, onde ficou a frente até fevereiro de 2015 quando foi convidado a Dirigir a Cadeia Pública de Porto Alegre.

Fonte: Clic RBS

Foto: Omar Freitas/ Agência RBS


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