Alegrete: Na despedida ao engenheiro, a tristeza de uma cidade abalada pela violência


A dor da saudade de uma perda precoce, ainda mais, sendo ceifada de forma violenta faz com que a revolta seja um dos sentimentos mais fortes entre amigos, familiares e conhecidos.

Centenas de pessoas compareceram nas últimas homenagens ao engenheiro e empresário, José Ademir Rodrigues Guedes de 55 anos.

Vítima de um sequestro que deu errado e configurou latrocínio, o crime de quinta-feira, faz parte de um triste e lamentável recorde que Alegrete não gostaria de registrar. Dezessete mortes violentas, conforme acompanhamento do PAT, em pouco mais de 11 meses de 2017. Esse infausto placar da violência é o maior da historia de Alegrete.

Zeca, como era conhecido, não passava desapercebido. Sempre de bom humor e com uma facilidade de fazer amizades, tinha uma legião de amigos. Conforme alguns depoimentos, o engenheiro era um amigo, um irmão e para os funcionários um gestor que qualquer empregado gostaria de ter. Por onde passava, Zeca era reconhecido pelo sorriso fácil e as brincadeiras. Um profissional dedicado ao trabalho, muito conhecido pela responsabilidade e a forma que desempenhava e cumpria com todos os compromissos. “Para o Zeca não existia tempo ruim, ele era a alegria do ambiente e por onde passava deixava seu rastro de bom humor”, comentou um amigo. Companheiros de trabalho disseram que o engenheiro sempre valorizava seus funcionários, o que julgam não ser muito comum. Como gestor, visava entender e compreender os problemas de cada um.

Já outro amigo, falou que ele era um filho exemplar, um companheiro que esteve sempre junto à família – valor que presava muito. A consternação foi em toda cidade, diante da perda dolorosa para amigos e familiares que tinham por perto uma pessoal excepcional como era Ademir – assim resumiu outro amigo.

O engenheiro foi assassinado ao tentar evitar o sequestro do pai. Os dois estavam fechando o estabelecimento comercial quando três indivíduos chegaram num Hyundai. Eles anunciaram o assalto e após receberem uma quantia em dinheiro, resolveram levar o idoso. Para evitar que o pai fosse colocado no carro, Zeca entrou em luta corporal e foi alvejado na cabeça. Ele morreu no local.

Os criminosos fugiram e um deles acabou preso pela Brigada Militar. Durante a troca de tiros foi baleado no abdômen, mas está bem. Ele permanece hospitalizado.

O homem de 30 anos, com várias ocorrências policiais, foi preso em flagrante. O enterro de Zeca foi às 17h de ontem no cemitério Municipal.

Fonte: Portal Alegrete Tudo


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