Fábio e Negrinha, uma relação de muito afeto entre homem e animal


Uma história que nos faz acreditar que a sintonia entre homem e animal é possível, muito mais que a gente possa imaginar. Esse é o caso de Fábio da Silva Jaques, de 35 anos e da “Negrinha” 8 anos, a égua que o acompanha onde quer que ele vá. Fábio que é domador e ginete por profissão comentou que é neto de tropeiro. Em entrevista ao PAT, ele relata que desde criança gostou de cavalos e sempre desfila no dia 20 de setembro.

Sua relação com os animais mudou há cerca de 5 anos quando estava domando um cavalo, e viu pela primeira vez a “Negrinha”. No dia, a égua estava com outro profissional na área da doma.

“Eu a vi e me encante pelo animal. Perguntei se ele a levaria num remate, que iria acontecer. Quando soube que sim, com toda convicção, disse: “vou comprar essa égua”.

Fábio conta que Negrinha é uma égua da raça crioula pura. Ele lembrou que o domador não levou a sério de que iria adquirir o animal. No dia do remate, ele conseguiu vencer todos os lances e realizou o sonho, levou Negrinha para casa. A amizade e o companheirismo de Fábioe a égua parece que já existia há muito tempo. “Desde o início do nosso contato ela(égua), sempre foi excepcional, parecia que nossa relação era de anos”- citou.

Desde então, o amor e o carinho que Fábio passava para a égua, foram retribuídos com cuidado da parte dela, através da obediência.

Mas o que chama a atenção de todos que conhecem o domador é que se ele não está por perto, o animal o procura. “Quando não estou perto começa a relinchar, muitas vezes ela sai ao meu encontro quando me perde de vista, isso é algo indescritível”. comentou o ginete.

Fábio e Negrinha são conhecidos no bairro pelo carinho que um tem com o outro e também pelo trabalho que desenvolve ao ensinar a montaria para crianças que não sabem, e moram na localidade.

Ele conta que, já aconteceu de não estar perto e as crianças que ainda não sabem montar, tentar subir, mas o animal não se meche, apenas com a ordem dele.”Negrinha sabe que a criança não sabe montar, e só anda se eu autorizar e estiver junto. Os vizinhos ficam encantados quando eu estou ensinando as crianças.” – diz Fábio.

O domador revela que além da paixão pelos animais é importante respeitá-los e isto está na sua raiz, na alma. “Só quem passa esse carinho e amor aos animais sabe do que estou falando. A Negrinha hoje, é membro da minha família, todos meus familiares a amam e a tratam bem. Todo ser vivo precisa de amor, todos animais precisam ser bem tratados”. Conclui.

A história de Fábio demonstra que com o passar dos anos, muito mais do que apenas um “objeto” de auxílio na renda, os animais se tornaram mais próximos dos humanos e deixaram de servir apenas para o trabalho.

Muitos começaram a ocupar o papel de companheiros, criando assim um laço de afetividade entre homem/animal. Por mais que essa relação seja questionada, sob o argumento que tudo isso é apenas parte de um bom treino ou uma boa doma, Fábio diz que essas pessoas desconhecem o que é a ligação e uma verdadeira sintonia entre o homem/animal.

Fonte: Alegrete Tudo


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