Denarc investiga chegada de nova droga ao Rio Grande do Sul


O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil, em Porto Alegre, investiga a possibilidade da chegada de uma nova droga no Rio Grande do Sul. Ela induziria ao canibalismo e à alucinação, além de psicose, delírio e agressividade com força física extrema. Trata-se do entorpecente sintético, sob a forma de cristais, conhecido como flakka ou zumbi, sendo composto da catinona, um estimulante similar à anfetamina e proveniente de uma planta africana chamada khat.

Há uma semana, a Divisão Especializada de Combate ao Narcotráfico da Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu uma quantidade considerada do alucinógeno considerado devastador. Além do tóxico, os agentes recolheram também 9,100 quilos de cocaína, 2,300 quilos de crack, R$ 16 mil em dinheiro e celulares. Um traficante, de 35 anos, foi preso. A ação ocorreu na cidade de Palhoça.

Diretor de investigações do Denarc, o delegado Mário Souza explicou que o caso de SC está sendo acompanhada de perto pelo órgão. “Ainda não tivemos apreensão no RS”, avaliou. Ele ressaltou que é preciso aguardar os resultados dos laudos laboratoriais catarinenses para obter-se mais dados sobre o novo entorpecente, como as substâncias presentes no alucinógeno e seus reais efeitos.

“É tudo muito cedo e inicial”, justificou, acrescentando que nem sempre uma nova droga acaba se disseminando como esperado. “Não houve uma explosão de consumo ainda no país”, constatou. No entanto, Mário Souza admite que se, for comprovado o efeito de canibalismo, será algo “muito preocupante”.

Já o delegado Pedro Henrique Mendes, da Divisão Especializada de Combate ao Narcotráfico da Polícia Civil de Santa Catarina, afirmou que a droga “causa no usuário um efeito semelhante a um zumbi e ataca pessoas para se alimentar”. Ele recordou que existem “registros desta droga sintética no Nordeste e em outros países como, por exemplo, os Estados Unidos, onde já houve casos de ataques”.

Ele disse ainda, que o entorpecente é “fracionado e se transforma em droga sintética, além de ser considerada uma derivante muito mais forte do ecstasy, que por si só pode desestruturar a personalidade de quem o usa”. Os cristais são muitas inclusive disfarçados de doces. Mais de 100 mortes na Europa já foram registradas nos últimos anos.

Fonte: Correio do Povo


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