No dia do Rock, músicos da Fronteira afirmam, "O Rock nunca morrerá"


Apesar de se chamar "Dia Mundial do Rock", a data só é comemorada no Brasil. Ela começou a ser celebrada em meados dos anos 1990, quando duas rádios paulistanas dedicadas ao rock - 89 FM e 97 FM - começaram a mencionar a data em sua programação. A celebração foi amplamente aceita pelos ouvintes e, em poucos anos, passou a ser popular em todo o país. Entretanto, essa data é completamente ignorada em todo o resto do mundo.

Léo Oliveira e Banda

"Hoje em dia na atualidade ta difícil a coisa, o rock não é mais valorizado como antigamente. São poucos lugares que aceitam e escutam Rock, ao menos aqui no Brasil em Livramento. Já no Uruguay em Rivera a coisa é bem diferente, o pessoal vive mais o Rock, valorizam os músicos e suas músicas!"

Contato Léo e Banda: (55) 984372824

Mateus Larratea - Banda Santa Ceva

"O Rock surgiu no fim dos anos 40 e início da década de 50, marcou e continua marcando gerações, é um estio que inspira a grande maioria dos músicos, pois sempre tratou de temas como liberdade, política, chegando até o amor. Minha maior influência musical sem sombra de dúvidas é o rock, cresci ouvindo, e os bateristas que mais me inspiram e influenciaram são de bandas de rock, praticamente todas as bandas que toquei foram deste estilo. Mesmo que no cenário atual, alguns gêneros tratam mais de ostentação, focam mais no que tu tem é não do que tu és nas letras, na essência sempre tem algum acorde de guitarra, alguma batida da bateria que vem do rock. O grande mérito do rock pra quem viveu e quem vive é a atitude, fazer, levar como filosofia de vida. O Rock respira e nunca morrerá. Vida longa ao Rock And Roll.

Contato banda Santa Ceva: (55) 991484643

André Simões - Banda Paralelo 31

"No momento estou em Porto Alegre, passeando pelas ruas eu vejo uma cidade que respira o Rock and Roll.

Cartazes de shows internacionais como Bon Jovi, The Who entre outros. Até os artistas locais tem mérito de heróis, como Humberto Gessinger entre tantos outros.

Porém o Rock existe pelo amor de seus seguidores. Os meios de comunicação já não são espaço para nós. O que mantém a chama viva são os shows.

No mercado atual quem manda são as produtoras, a indústria do entretenimento não tem tanto interesse em bandas e artistas que tenham uma identidade, produzem artistas "em série", assim é mais fácil estar em mais lugares ao mesmo tempo.

Na fronteira não é diferente. Por aí não temos uma rádio que movimente a juventude. Bandas que fazem sucesso e são conhecidas em outras regiões do estado, jamais foram ouvidas por aí. Como exemplo a Vera Loca, seu Cuca, Cartolas...

Eu mesmo tenho 90% da minha agenda fora da cidade.

Em Livramento o músico de Rock ganha seu público com trabalho árduo, profissionalismo e muito amor por aquilo que faz. Porém, tão importante quanto produzir boa música é ter bons palcos para ela, e por aí são poucos, muito poucos.

Os jovens de hoje, em sua maioria, não aprendeu a ouvir música por afinidade ou preferência. Já cresceu em um mercado dominado, direcionado em uma monocultura. Há pouco tempo atrás os jovens se "agrupavam" de acordo com o tipo de música que ouviam, as idéias e ideais que seguiam. Hoje eles ouvem o que todos ouvem, não querem ser diferentes. Se todos ouvem é porque é bom e eu tenho que ouvi essa música. Eu preciso baixar o sucesso da semana.

O Rock vive, como um ser mitológico que se alimenta do suor daqueles que se dedicam a mantê-lo vivo.

Viva o dia mundial do Rock!"

Contato André Simões: (55) 981261984

Michel Pablo

Muitos falam que o rock n' roll morreu, discordo totalmente. O