Polícia investiga grupo que se passa por funcionários de banco para roubar clientes no Rio Grande do


A Polícia a investiga um novo golpe com clientes de bancos no qual criminosos se passam por funcionários para roubar dinheiro dos correntistas. O esquema começa com uma ligação telefônica, que é seguida por um pedido de atualização do módulo de segurança da instituição financeira no computador. Entretanto, na verdade, os clientes são direcionados para um site, que não é do banco. Em seguida, a senha é roubada e ocorrem as transferências. A Delegacia de Crimes Informáticos investiga três casos relacionados a esse golpe, que ocorreram nos últimos dois dias.

O delegado João Paulo de Abreu não descarta relação entre eles.Um dos casos envolveu a empresária Cynthia Geyer, que perdeu R$ 49 mil com o golpe. Ela relata que há 15 anos fazia transações bancárias pelo site na conta da escola de música que é proprietária.

Cynthia caiu no golpe após receber uma ligação para fazer uma suposta atualização do sistema de segurança do banco Santander. Como ela havia feito um procedimento parecido recentemente não desconfiou que estava sendo enganada.

“Nessa ligação a gente notava muito como se fosse um ambiente de banco ao fundo, com pessoas falando, como se fosse um telemarketing mesmo. E essa pessoa que se identificou como Talita do Santander procurou frisar durante todo o tempo que eu não precisaria fornecer nenhuma senha, nenhum dado e que só eu iria digitar no site do Santander."

Os dados foram roubados quando ela colocava as informações no site. Ao todo, foram feitas 24 transferências de quase R$ 2 mil cada, somando R$ 49 mil. As transferências só foram interrompidas porque o limite de saques da escola de música era de R$ 50 mil.Após ter constatado o golpe, Cynthia procurou o banco que ressarciu parte do valor, cerca de R$ 6 mil.

“O mais estranho foi a negativa de ressarcimento total, sem haver análise prévia, sem haver nenhuma consulta ao histórico, isso é o que está me levando a procurar um outro meio de acionamento judicial”, reclama.

O delegado não dá detalhes da investigação, mas adiantou que é "muito possível" descobrir os autores do crime.

"Agora a Polícia Civil, tendo o conhecimento dessas ocorrências, vai fazer as diligências e certamente vai conseguir chegar a indícios de autoria que muito provavelmente serão possíveis de implicar em cautelares, quer de busca e apreensão quer de prisões preventivas."

Segundo a polícia, as contas para onde foram transferidos o dinheiro, provavelmente, estão em nome de laranjas.

Enquanto isso, Cynthia aguarda a solução do seu caso para poder trabalhar.

“O sentimento é de muita impotência, porque estamos num momento difícil do país. Temos outras coisas mais importantes que precisamos focar e, ainda, tem a empresa parada pra tentar resolver todas essas questões."

Fonte: G1/RS

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