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Costura, leitura e bom humor: a história de uma centenária Alegretense


Alegrete já se notabiliza por pessoas que chegam a idade avançada. Porém completar 100 anos de idade realmente é para poucos.

Joana da Silva completou um século de vida no último dia 24 de junho. Ela teve três filhas, mas nenhuma mais está viva. O neto Wagner é quem mora com a avó. E quando trabalha uma senhora ajuda nos cuidados.

Ele conta que a vó tem boa memória e o único remédio que ela toma é um controlador de pressão. A dificuldade natural da idade é de audição e as dores nas juntas, como diz. E quando sente algo ela mesmo passa pomada nas pernas.

Muito religiosa, até pouco tempo ainda ia de ônibus de sua casa, na José do Patrocínio, na Vila Nova, à igreja a pouco mais de uma quadra.

A centenária senhora não dorme antes de escutar um programa religioso em uma rádio local. O neto Wagner diz que tem o nome de todos os da família pedindo bençãos em orações. “Peço saúde, força, coragem e para que sejam felizes”.

Joana trabalhou por anos no Real Hotel, na galeria Galego Astrar. Primeiro como camareira e depois assumiu a cozinha do hotel do seu Paulo Zuñeda, como fez questão de contar. “Sou boa na cozinha só não faço mais, porque tenho medo de esquecer o fogão ligado”.

Outra coisa que mesmo com 100 anos ainda consegue fazer, é costurar. E diz que se o buraco da agulha for grande ela mesma põe a linha.

Mesmo sem óculos ainda consegue ler e com uma revista de moda admira sapatos de saltos, mas confessa que nunca usou.

A idosa que criou três filhas e cuidou de uma que era doente por 30 anos, também ajudou a criar os netos. Todos os dias os bisnetos Ezequiel de 14 anos e Sara de nove vem a casa dela que sente falta quando não aparecem, porque são muito carinhosos.

Sara fala que gosta de conversar com ela e a ajuda quando a bisa pede alguma coisa.

Tomando chimarrão, Joana conta que gosta de uma sopa e não dispensa feijão com farofa. E chupar uma balinha também está entre suas preferências.

Ela gostava muito dançar e a valsa era sua preferida. “Até hoje gosto de me sacudir fala rindo, só não danço porque as pernas não ajudam mais.”

Saudade sente de viver com a família reunida, já que tem duas netas que ajudou a criar e moram em Porto Alegre.

E sobre o segredo para durar até longa idade com lucidez, Joana só diz: Deus é quem sabe e se pedirmos com fé ele nos atende.

FONTE: Portal Alegrete Tudo


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