Mulher morre na frente de casa e família espera 5 horas até corpo ser removido


Na manhã da quarta-feira (22), a família e vizinhos da dona Marisa Bandeira, 59 anos, que faria 60 no próximo dia 29 de junho passaram por uma situação na qual eles consideraram humilhante, pois a mulher faleceu por volta das 10h, falecimento constatado pelo SAMU. Ela teria sofrido mal-súbito quando estava sentada em um sofá, no pátio da frente de sua residência, localizada na rua Marechal Mallet.

Foi explicado para família, que o SAMU não tem como responsabilidade fazer esse translado do corpo da vítima, assim como a Brigada Militar, que deu a mesma resposta a família.

Sem condições e com ajuda dos vizinhos, foi por volta das 15h da tarde que conseguiram uma funerária para levar o corpo de Marisa. Aos prantos, o marido Julio Esteban Santos não pode nem acompanhar o carro da funerária.

Segundo ele, ia ver se conseguiria ao menos um velório na Capela Municipal, ao lado do cemitério.

A experiência, não vívida, mas sofrida, por Julio durante a partida de sua esposa Marisa, é o reflexo da falta de amparo as pessoas que vivem em situação de pobreza. Uma história digna de ser contatada nos confins do nordeste, eu (Sentinela), presenciei em um bairro de Santana do Livramento.


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