Segundo G1, vice-prefeita de Livramento é acusada de assédio moral em seu antigo cargo


O Ministério Público do Distrito Federal entrou na Justiça com uma ação por assédio moral contra a ex-subsecretária Mari Machado, que trabalhava na Subsecretaria de Relações do Trabalho e do Terceiro Setor, órgão ligado à Casa Civil. Ela é a atual vice-prefeita de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.

Procurada pelo G1, a prefeitura da cidade gaúcha não atendeu as ligações. Mari não foi localizada. Até o fechamento desta reportagem, a Casa Civil do DF também não havia se manifestado sobre o assunto.

De acordo com o processo, Mari ofendia, humilhava e menosprezava os subordinados, além de exigir que assessores atendessem demandas particulares. Também há provas de que a ex-subsecretária deixou de fiscalizar faltas funcionais e atrasos um dos funcionários.

Filiada ao PSB, partido do governador do DF, Rodrigo Rollemberg, Mari foi nomeada para assumir a subsecretaria no DF em 27 de outubro de 2015 e foi exonerada em 29 de fevereiro do ano seguinte. Durante o período, ela foi responsável por pacificar questões trabalhistas envolvendo servidores públicos.

Na ação, o Ministério Público pede que Mari pague multa de até 100 vezes o valor da remuneração recebida na época, de R$ 9,5 mil, para ressarcir danos. Os procuradores também querem que ela tenha os direitos políticos suspensos e fique proibida de contrata com o poder público.

Subsecretária exigente

Segundo os relatos apurados pela equipe do G1, a então subsecretária impedia os funcionários de sair para almoçar e exigia que todos estivessem à disposição dela fora do horário de trabalho. Mesmo sem tarefas, os servidores só podiam deixar o local de trabalho com autorização dela, que às vezes ia para casa sem liberá-los.

Entre as reclamações, está de que a ex-subsecretária impedia os servidores de se manifestarem durante as reuniões. De acordo com as acusações, ela desprezava os subordinados de quem não gostava, evitando passar a eles atividades importantes. Há também relatos de gritos, ofensas e xingamentos.

Dois ex-funcionários que respondiam à Mari afirmaram que ela os obrigou a organizar a mudança de apartamento da chefe. Outro servidor, além de suas atribuições normais, desempenhava as funções de motorista. Ele conduzia a subsecretária e os filhos para compromissos pessoais, inclusive em horário de expediente.

O Sentinela enviou uma mensagem para a Vice-Prefeita Maroi Machado mas até o momento não houve resposta para este veículo de comunicação.


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